Chances de cura são de 60% se doença for descoberta no início


As chances de cura do câncer bucal, se diagnosticado precocemente, são de 60% em média, e em situações em que a doença é descoberta em estado já adiantado, de 30%. A estimativa derruba o estigma de que câncer significa sentença de morte.

95% dos tumores malignos encontrados na cavidade oral são do tipo Carcinoma Espino Celular (CEC), que a exemplo de outras neoplasias apresenta o risco de tornar a se manifestar na mesma área, ou em outras parte dos corpo, causando então a chamada metástase. Entretanto, conforme afirma o médico, atualmente os pacientes são amparados por uma medicina moderna, que associada a outros fatores como redução dos fatores de risco, e o diagnóstico precoce, podem sim se curar.

A sobrevida do paciente que descobre a doença logo no seu início é de cinco anos. Mas o que significa ter sobrevida? O oncologista clínico especifica que tempo de sobrevida é o período em que o tumor pode ou não voltar, e que daí então o paciente é mesmo classificado como curado.

Numa incidência quatro vezes mais freqüentes nos homens devido sua associação com o tabagismo e o alcoolismo, o câncer de boca também se manifesta, proporcionalmente, vinte vezes mais entre os que bebem e ou fumam. Ou seja, quem leva uma vida mais saudável, corre risco vinte vezes menos em desenvolver a doença. Outro dado apresentado pelo médico é que 90% dos pacientes desse tipo de câncer, independente do sexo, bebem e fumam.

Porém, embora não se comente muito a respeito, mascar tabaco também aumenta as chances de se contrair câncer de boca. E até mesmo uma nova mania, aparentemente inofensiva, oferece um grande risco: o narguilé (uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar). Isso porque a fumaça tem dez vezes mais substâncias tóxicas e cancerígenas que o próprio cigarro.

COMO TRATAR

Embora normalmente o dentista seja o profissional que primeiro sinaliza a possibilidade da existência da doença, o câncer de boca pode se manifestar de várias formas, como por meio de caroço no pescoço, rouquidão persistente, dificuldades em engolir e úlceras na cavidade oral que demoram a cicatrizar.

Todo tratamento de câncer requer apoio de uma equipe multidisciplinar, e o específico de boca envolve o oncologista clínico, o radioterapeuta, cirurgião de cabeça e pescoço, e ainda o acompanhamento de dentista, psicólogo, nutricionista e até fonoaudiólogo.

Mas apesar dessa aparente complexidade sugerida pelo tamanho da equipe médica, não são todos os tratamentos que exigem cirurgia, radioterapia e quimioterapia ao mesmo tempo. Em algumas situações o paciente é submetido apenas a um dos procedimentos.

Porém, para que o tratamento obtenha o sucesso esperado, o oncologista clínico reforça que em primeiro lugar as pessoas devem procurar ajuda médica tão logo perceba alguma modificação no seu corpo. E isso, vale para todos os tipos de neoplasias.

É preciso acabar com o estigma que cerca a doença, que há algumas décadas não tinha sequer o nome citado pelas pessoas, e afirma que câncer não é mais uma sentença de morte. O estigma é o pior inimigo do paciente, que muitas vezes por medo não quer nem saber o diagnóstico e perde a chance de sobreviver. A resistência em procurar o médico ocorre em todas as faixas etárias, porém, em menor número nas classes mais elevadas, que por conhecimento e informação sabem que quanto mais cedo buscar ajuda, maior será a chance de se curar. Também fazem parte do tratamento a força de vontade do paciente em superar a doença e o apoio da família.

FONTE: Cruzeiro do Sul

As pastas de dente clareadoras funcionam?


Os dentes ficam realmente mais brancos quando escovados com pastas de dente com substâncias clareadoras?

As pastas dentais disponíveis no mercado muitas vezes possuem abrasivos, que atuam na remoção mecânica de manchas, promovendo uma limpeza superficial, sem alterar a cor dos dentes. Grande parte das pastas dentais clareadoras possui na sua composição peróxidos. Essa substância é a mesma utilizada nos géis para clareamento, porém em uma concentração muito menor. Devido a sua baixa concentração e o curto tempo de contato com os dentes, atuam apenas como auxiliar, facilitando a remoção de manchas pelos abrasivos.

Outras substâncias presentes na pasta dental como antimicrobianos p. ex. trilosan não tem efeito na remoção de manchas, porém inibem o desenvolvimento da placa e sua conseqüente evolução, prevenindo assim o aparecimento de manchas.

Dessa forma, a pasta clareadora não altera a cor verdadeira dos dentes, porém contribui na limpeza dental e prevenção de manchas, mantendo a cor natural dos dentes.

Agora, se você deseja que os seus dentes fiquem ainda mais brancos e procura por um resultado mais efetivo, o tratamento odontológico mais indicado é o Clareamento Dental.

Atualmente, dois métodos de clareamento são utilizados com mais freqüência pelos dentistas: Clareamento Caseiro e o Clareamento a Laser.

– Clareamento Caseiro: também conhecido como Clareamento com Moldeira, é um procedimento realizado em casa, onde se utiliza uma moldeira de silicone que é feita a partir dos dentes do paciente.
Coloca-se um gel clareador dentro dessa moldeira e aplica-se sobre os dentes por algumas horas por dia. Os pacientes geralmente preferem utilizar suas moldeiras depois do jantar e antes de dormir.

O resultado do tratamento é percebido em 1 ou 2 semanas, observando-se uma mudança significativa na coloração dos dentes.

– Clareamento a Laser: Essa é a técnica mais rápida e eficiente usada atualmente, e diferente do Clareamento Caseiro, esse tratamento é realizado no consultório odontológico com o auxílio de um laser. O procedimento é feito através da aplicação nos dentes de um gel clareador mais concentrado que o gel utilizado no clareamento caseiro, cujo efeito é potencializado pela utilização de uma luz halógena, LED ou laser. Em apenas uma sessão de aproximadamente 40 minutos, o paciente já percebe o resultado.

Ambos os tratamentos devem ser realizados e acompanhados por um dentista, sendo mais recomendados os profissionais especialistas em estética dental ou dentística restauradora.

FONTE: Pingado

Roer as unhas é prejudicial para a formação dos dentes


Roer as unhas é um hábito muito comum na adolescência e pode ser o resultado ou o sintoma final de manifestações corporais advindas de algum tipo de mal-estar psíquico, como por exemplo, o estresse e a ansiedade.

Essa “mania” (na verdade um hábito repetitivo) é muito nociva a saúde dentofacial e, muitas vezes, já está presente desde a infância. Ela pode, inclusive, prejudicar os dentes, pois a força exercida para roer as unhas pode alterar o posicionamento de dente(s), gerando ou mesmo agravando uma anomalia dentofacial – um problema ortodôntico no linguajar popular – já pré-existente.

Esse ato, pela sua repetitividade, pode também, em pacientes que sejam suscetíveis, induzir a um fato muito preocupante como o processo de reabsorção dos ápices (pontas) das raízes dos dentes envolvidos.

Resumindo, a onicofagia (roer unhas) é um hábito nocivo, gerado, via de regra geral, a partir de comportamentos ansiosos, tensos e nervosos. Fora do contexto puramente bucal, a onicofagia pode, ainda, gerar processos infecciosos nas pontas dos dedos, ao redor das unhas ‘roídas’.

FONTE: Revista Vigor

Dentistas alertam que antissépticos bucais não substituem escovação nem curam hálito ruim


Eles prometem eliminar os germes que causam cáries e mau hálito, proteger as gengivas e clarear os dentes.

Mas dentistas alertam que antissépticos bucais de venda livre apenas complementam a higiene, e o que funciona é a escovação diária e o uso de fio dental. São tantos produtos no comércio, com álcool ou sem – alguns só para crianças -, que o consumidor fica sem saber se vale a pena bochechar. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa e ainda ter problemas como irritação da boca, é melhor consultar um dentista.

Evitar o mau hálito é o motivo que mais leva o consumidor a usar os antissépticos bucais, mas eles não resolvem o problema, que em 90% dos casos tem origem em áreas com tártaro. Os produtos para bochechos apenas atenuam o odor desagradável.

Quando a placa bacteriana já se formou, dificilmente os antissépticos ajudam porque os germes criam uma capa que impede a ação das fórmulas. Se a pessoa não escova bem os dentes e não usa o fio dental depois das refeições, nem adianta bochechar. Os produtos não acabam de vez com germes nocivos e, em excesso, ainda podem provocar desequilíbrio da flora bacteriana na boca. Há quem acredite que o fato de a fórmula arder na boca, devido à presença de timol e eucaliptol, significa que ela matou tudo.

É indicado o uso dos antissépticos em duas situações: ao acordar, quando a pessoa não quer escovar os dentes antes do café da manhã, e no consultório dentário para consulta. E alerta: algumas soluções compradas em farmácias contêm clorexidina (também presente no Merthiolate) e são indicadas por curto período depois de cirurgias na boca. Mas há pessoas que aplicam esse produto além do recomendado ou nem precisam dele:

Isso pode causar descamação da mucosa, alterar o paladar e até mesmo manchar os dentes.

Apesar de existirem produtos específicos para crianças, fabricantes não os recomendam para menores de 12 anos. Agora foi lançado no Brasil um para crianças a partir de 6 anos, para o bochecho com acompanhamento do dentista e dos pais. O Listerine Agente Cool Blue é indicados antes da escovação e ele marca a placa bacteriana em azul, mostrando à criança a área que precisa de maior cuidado. E tem ainda o Colgate Plax Kids, com flúor.

É uma opção interessante, porém o produto só mancha a área muito atingida ou suja, e as outras partes com placa podem ficar escondidas. Por mais seguro que seja, os pais devem ficar atentos para a criança não engolir a substância. O excesso de flúor causa intoxicação e doença óssea.

Um produto para cada situação

Quanto aos antissépticos que prometem clarear, isso é diferente de branqueamento, que só é obtido com tratamento específico. Esses produtos devem ser aplicados com orientação.

As pessoas fazem tudo correndo, comem qualquer coisa na rua, estão perdendo o hábito de escovar os dentes após as refeições e acham que os bochechos limpam. Há várias fórmulas e é importante saber qual é a indicada em cada caso, até para evitar o desequilíbrio de flora microbiana oral. Os produtos com álcool podem causar irritação e ressecam a boca.

FONTE: O Globo

Autoestima para quem sofre com deformações na face


Instituto em Bauru, SP, oferece a prótese de graça. Os profissionais utilizam uma cera especial, silicone colorido e, para ficar idêntica à pele humana, um corante natural, que muda de cor de acordo com a temperatura do corpo.

Uma cirurgia rara no Brasil está devolvendo a autoestima para quem teve algum tipo de deformação no rosto. As próteses foram desenvolvidas no interior de São Paulo.

Durante quatro anos, Dona Maria das Dores viveu escondida, com vergonha de mostrar o rosto. Por causa de um câncer de pele, ela teve que remover o nariz.

“Eu olhava no espelho, me via toda detonada. Aquilo para mim era uma desilusão total”, lembrou ela.

Dona Maria só voltou a sorrir depois de receber de graça uma prótese feita por um instituto internacional de reabilitação, em Bauru. A cirurgia de reconstrução da face é rara no país.

Parafusos de titânio são fixados nos ossos e a prótese é presa com um imã. Foi assim que Seu José ganhou um rosto novo, deformado por um tumor. O carioca Marcos perdeu a orelha direita num acidente e também foi operado.

“Os portadores de deformidades faciais vêm com uma autoestima muito baixa, devido à exclusão social, até mesmo a não aceitação dos membros familiares”, explicou o cirurgião dentista Marcelo Oliveira.

As próteses são feitas lá mesmo. Os profissionais utilizam uma cera especial, silicone colorido e, para ficar idêntica à pele humana, um corante natural, que muda de cor de acordo com a temperatura do corpo.

“Mais emocionada, a pessoa fica mais vermelha ou com frio fica mais pálida”, disse o cirurgião dentista.

O instituto é filantrópico e mantido com verbas de organizações de outros países. Para receber o tratamento, o paciente passa por uma avaliação sócio-econômica. Em 80% dos casos, as próteses são oferecidas de graça.
Nos últimos cinco anos, o instituto atendeu 600 pessoas. Pacientes que recuperaram a vontade de viver.

“Voltei a ser a pessoa que eu era. Expansiva, alegre, feliz”, contou a Maria das Dores.

* Veja a reportagem no site do Jornal Nacional

FONTE: Jornal Nacional

Porque os dentes não crescem como os cabelos?


Dentes e cabelos são estruturas que já se formam no útero materno,  porém   possuem constituição, função e forma de desenvolvimento diferentes.

Os dentes se formam a partir de células do epitélio bucal e outros grupos de células que constituem  uma estrutura chamada lâmina dentária, onde serão implatados, em primeiro lugar, os dentes chamados  decíduos, ou seja, os 20 dentes de leite. Logo depois, é formada uma segunda lâmina dentária chamada  lâmina de substituição  onde irão se formar  os dentes permanentes que substituirão os dentes de leite. Apesar dos bêbes nascerem sem dentes, estes  já se encontram nas diversas fases de desenvolvimento no interior da estrutura óssea das arcadas dentárias. Nos primeiros anos aparece a dentição decidual ou de leite e mais tarde a dentição permanente. Tanto a lâmina dentária como a lâmina de substituição iniciam sua função na sexta semana pré natal e continuam até os 15 anos com a formação dos terceiros molares.

Os cabelos são um tipo de pelo. Os pelos são estruturas constituídas por um maciço de queratina, um tipo de proteína, que são produzidas pelo folículo piloso, estrutura que fica na derme (camada profunda da pele). Estima-se que haja cinco milhões de folículos pilosos no corpo de um adulto. No couro cabeludo, que é a pele que reveste o crânio, há 100.000 destes folículos pilosos produzindo o cabelo. Vale lembrar que cada pelo cresce de um único folículo.

O crescimento dos cabelos é feito por ciclos. O primeiro ciclo compreende o crescimento ativo  do cabelo. Costuma durar entre três a seis anos, no couro cabeludo. O segundo período, que tem duração de mais ou menos três semanas,  é o período em que há uma parada  de replicação das células que produzem a queratina de formação do cabelo. O terceiro período é fase em que o cabelo cai, ou seja, se desprende do canal que o segura a raiz do folículo. É bom lembrar que cada fio de  cabelo está numa fase diferente, já que, se todos os cabelos estivessem na mesma fase, a cada final de um ciclo de crescimento haveria uma perda de cabelo total e a  pessoa ficaria calva.

Como podemos observar, os dentes se formam definitivamente como serão por toda nossa vida ainda no utero, porém esta forma definitiva só aparece após o nascimento e com nosso desenvolvimento. Já os cabelos tem as células que o formam trabalhando de forma diferente, fazendo com que cada folículo que o produz tenha um ciclo para crescimento por isso sempre teremos alguns fios caindo e outros crescendo.

FONTE: iGeduca