Cuidados simples podem evitar o mau hálito, alerta Ministério da Saúde


A halitose pode alterar a vida social, familiar e até mesmo de trabalho de uma pessoa. A presença do mau hálito, mesmo não tendo grandes efeitos clínicos para a pessoa, pode, na maioria das vezes, provocar sérios prejuízos psicossociais: insegurança ao se aproximar das pessoas, depressão, dificuldade em estabelecer relações amorosas, resistência ao sorriso, ansiedade e baixo desempenho profissional são algumas de suas conseqüências relatadas por pessoas que sofrem ou sofreram com o problema.

Para iniciar o tratamento contra o mau hálito é preciso descobrir primeiro a causa, pois o problema pode ser originado por diversos fatores bucais e não bucais. As causas podem ser problemas bucais e não bucais. Ao perceber que tem mau hálito, a pessoa deve procurar o dentista, que poderá identificar se a causa é cárie, doença periodontal, alguma lesão na boca, uma higiene oral deficiente, até casos de neoplasia e algum tipo de câncer pode provocar halitose. Mas também pode não ser bucal. Pode ser, por exemplo, uma sinusite, uma amigdalite, uma faringite, uma rinite. Então o dentista vai te orientar a procurar um profissional especializado.

Para evitar a halitose é importante também fazer a higienização correta da boca, principalmente da língua. A prevenção é a medida mais importante no caso do mau hálito. Ele recomenda cuidado com a higiene bucal. Assim que a pessoa se alimentar deve fazer a sua escovação, usar fio-dental e não esquecer a língua. O ideal é que tudo isso seja feito logo após a refeição, sem deixar que passe mais que vinte minutos.

FONTE: Olha Direto

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Boa forma física reduz riscos de doenças na gengiva


Exercícios físicos e alimentação adequada são essenciais para a saúde bucal.

O sedentarismo e a má alimentação trazem diversos prejuízos à saúde, como o aumento do risco de doenças cardíacas e diabetes. Um dos benefícios da manutenção de um estilo de vida saudável é a prevenção de problemas periodontais, que são inflamações crônicas na gengiva que, em casos extremos podem acarretar em perda de dentes devido à reabsorção dos ossos que dão suporte a eles, provocando amolecimento dental.

Um estudo publicado na edição de agosto do Journal of Periodontology, jornal especializado em odontologia, mostrou que pessoas que mantinham boa forma física e praticavam algum tipo de exercício físico com frequencia eram menos propensas a este tipo de enfermidade bucal.

A gengivite é uma das principais causas de perda dentária em adultos. O estudo mostrou que doenças como diabetes, arritmias e doenças cardíacas estão relacionadas aos cuidados com a saúde bucal. A pesquisa fez uma comparação do índice de massa corporal (IMC) dos participantes e comprovou que aqueles que possuíam menor IMC e praticavam exercícios frequentemente tinham menos chances de contrair inflamações na gengiva, entre outras doenças bucais do que os participantes considerados sedentários.

A alimentação incorreta também pode levar a gengivite e cáries. As substâncias ingeridas são base para a formação de novos tecidos. Se a dieta for pobre em nutrientes essenciais ao corpo, como proteínas, vitaminas e minerais, a boca estará mais vulnerável a infecções.

A prática de exercícios e controle dos alimentos ingeridos serve não só para se ter um corpo em forma, mas também saudável. Todos os cuidados com a saúde estão ligados, é preciso cuidar tanto da saúde no geral quanto a bucal, pois uma enfermidade acaba levando a outra. Lembrando que a doença periodontal pode causar outras doenças, como as já citadas. Por isso, os cuidados com a boca, como a escovação diária, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista, ajudam a prevenir tais inflamações.

FONTE: Minha Vida

Perda de peso a longo prazo pode causar doença periodontal


Emagrecimento pode liberar poluentes no sangue ligados à diabete, hipertensão e artrite.

HONG KONG – A perda de peso a longo prazo pode liberar poluentes industriais no sangue, ligados a doenças como diabete, hipertensão e artrite reumatoide, segundo disseram pesquisadores na última terça-feira.

Esses compostos são normalmente armazenados no tecido adiposo, mas, quando a gordura é quebrada durante a perda de peso, eles entram no sangue, explicou a pesquisadora Duk-Hee Lee, da Universidade Nacional Kyungpook, em Daegu, na Coreia do Sul.

Nos dias de hoje, vive-se sob o forte estigma de que a perda de peso é sempre benéfica, enquanto o aumento é sempre prejudicial, mas acredita-se que o aumento dos níveis de poluentes no sangue devido à perda do peso pode afetar a saúde humana de várias formas.

Duk-Hee e uma equipe internacional de colegas estudaram 1.099 voluntários nos Estados Unidos e sete concentrações desses compostos no sangue, de acordo com artigo publicado no International Journal of Obesity.

Uma vez liberados na corrente sanguínea, esses poluentes são capazes de atingir órgãos vitais.

Aqueles que perderam mais peso em dez anos apresentaram as maiores concentrações de compostos, chamados poluentes orgânicos persistentes (POPs), em comparação com aqueles que ganharam peso ou o mantiveram estável.

Há evidências de que os POPs não são seguros. Eles estão ligados a diabete tipo 2, hipertensão arterial, doença coronária, artrite reumatoide e doença periodontal.

Os cientistas consideraram idade, gênero e raça para explicar as diferenças nas concentrações desses poluentes, mas o histórico de peso ainda é um fator estatisticamente significativo.

Estudos mais amplos são necessários para determinar se esses danos superaram os benefícios do emagrecimento.

FONTE: Estadão

Cuidado, você também pode ter mau hálito


30% dos brasileiros sofrem de halitose, que passa despercebido por quem tem este problema. Causas podem ser alterações metabólicas ou indícios de doenças.

Quem convive com alguém que tem mau hálito sabe como é constrangedor ter de avisar a pessoa sobre o problema. E o porcentual de brasileiros que tem halitose não é baixo: atinge 30% da população, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). O problema, no entanto, não é considerado doença. É, na verdade, sinal para outras complicações de saúde como sinusites, doenças na gengiva e diabete. O mau hálito também tem causas metabólicas, como realizar exercícios físicos sem se hidratar ou ficar muito tempo sem comer.

O mau cheiro da boca é ocasionado por uma associação de fatores que geram uma produção maior de saburra (placa esbranquiçada) em cima da língua. Quase nunca são por falta de higienização. A maior quantidade de saburra se dá pelo aumento de bactérias na boca, que produzem o chamado composto sulfurado volátil, outro responsável pela halitose. A alteração da saliva, como pouca produção ou textura muito viscosa, também desencadeia o problema. Isso pode ocorrer por estresse, uso de medicamentos xerostômicos que diminuem a salivação (como remédios para pressão arterial e antidepressivos), estresse ou respiração bucal.

Raramente a pessoa com halitose percebe o mau cheio. Por isso o ideal é fazer o alerta. A ABHA conta com o SOS Mau Hálito, que avisa por meio de e-mail ou carta que a pessoa está com o problema. No ano passado, cerca de mil pessoas de várias partes do país foram alertadas por endereço eletrônico e 270 por carta. Quem entra em contato com a associação pode ficar despreocupado, já que o aviso vai em nome da ABHA.

Muitos procuram tratamento depois. A associação, porém, já presenciou casos de pessoas revoltadas. Teve um senhor que ligou e escreveu diversas vezes, indignado, querendo saber quem pediu para enviar o e-mail. Mas nunca revelam, tudo fica no sigilo.

Para o diagnóstico, o dentista faz um histórico médico e odontológico do paciente, testes com um aparelho que mede o composto sulfurado volátil (até 80, é considerado normal) e um exame para avaliar o fluxo salivar. O trabalho em parceria com outros profissionais da saúde é essencial. Se percebo que ele dorme muito com a boca aberta, encaminho para um otorrinolaringologista. E vice-versa.

Disfarce

Bala de hortelã, chicletes ou pastilhas não resolvem, somente escondem o mau cheiro por um curto período. Produtos para enxágue bucal não tratam e podem até piorar, caso contenham álcool na composição. Ele pode aumentar a descamação epitelial, o que deixa o hálito pior. A halitose matinal é normal e não deve preocupar. 100% das pessoas acordam com um pouco de saburra. Quando dormimos, nosso corpo mantém somente as funções essenciais. Com isso, ocorre uma diminuição da saliva e aumento das bactérias. O normal é que o mau hálito passe depois da higienização e de comer.

Serviço: No dia 22, a ABHA realiza o Dia Nacional de Combate a Halitose para esclarecimentos sobre o assunto. Quem deseja alertar alguém que tenha o problema deve entrar em contato com a associação pelo site: http://www.abha.org.br/sos/sos_f

FONTE: Gazeta do Povo

Oito em cada dez grávidas atendidas em hospital de SP têm problemas dentários


Má higiene bucal pode causar parto prematuro e nascimento de bebês abaixo do peso

A cada dez gestantes atendidas no Hospital e Maternidade Interlagos – a maior maternidade pública da zona sul da capital paulista, – oito apresentam algum tipo de problema bucal, como gengivite, cárie ou placa bacteriana.

É o que aponta um balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados de atendimentos pré-natais feitos durante o ano pelo programa “Boca Saudável, Gravidez Saudável”, do hospital.

Segundo estimativa do programa, 7% das pacientes examinadas têm problemas mais graves, como o granuloma (espécie edema que se forma na gengiva).

O chefe do Serviço de Odontologia da Maternidade Interlagos, Francisco Barata Ribeiro, alerta que a higiene bucal mal feita pode ser uma das causas de partos prematuros e do nascimento de bebês com baixo peso, dentre outros problemas.

“As mudanças hormonais que ocorrem na mulher nesse período fazem com que ela fique mais propensa a problemas bucais. Por isso, a atenção deve ser redobrada em toda a gravidez, principalmente a partir do segundo trimestre”, recomenda Ribeiro.

Introduzido na maternidade em 2003, o serviço de acompanhamento odontológico de gestantes examina cerca de 400 mães por ano, dentro do cronograma do pré-natal. São realizadas até quatro consultas diárias, e as pacientes que têm algum problema passam por tratamento durante a internação.

O “Boca Saudável, Gravidez Saudável” também realiza oficinas para grupos de gestantes, que são orientadas sobre como cuidar da saúde bucal em casa.

Cinco dicas essenciais para manter a boa saúde bucal na gravidez:

– Substitua alimentos ricos em carboidratos e açúcares por frutas e vegetais;

– Reforce a ingestão de vitaminas B, C e cálcio;

– Após vômito por enjoo, faça bochecho com água oxigenada ou algum antiácido antes de escovar os dentes;

– Reforce a escovação e o uso do fio dental;

– Aumente a frequência de consultas ao dentista.

FONTE: Estadão

Saiba como previnir doenças na gengiva e garantir sorriso saudável


Os dentes são nosso cartão de visita. Um belo sorriso atrai simpatia e pode até mesmo esconder possíveis imperfeições do rosto. Mas a verdade é que muitas pessoas ainda não cuidam adequadamente da saúde bucal e as conseqüências, a médio e longo prazos, são alarmantes.

Um problema comum, mas pouco conhecido, é o que afeta as gengivas. Quando não cuidadas, elas adoecem e acabam prejudicando a saúde dos dentes. O estresse e o cigarro, por exemplo, geram complicações que podem levar, inclusive, a perda dos dentes.

O estresse afeta a boca podendo causar bruxismo, que é o ranger dos dentes, geralmente à noite, como forma de aliviar alguma crise emocional. Além disso, o estresse pode levar à doença periodontal – que são problemas na gengiva e no osso da boca – desencadeada pela liberação do cortisol. Esse hormônio altera o sistema de defesa deixando o organismo mais susceptível a doenças bacterianas.

Na fase de estresse, a pessoa desenvolve ainda comportamentos que são prejudiciais a ela mesma, como o uso de cigarro, o abandono da higiene bucal e das visitas de rotina ao dentista. O uso do tabaco, em especial, cria um cenário ideal para a proliferação de bactérias, já que suas substâncias reduzem o fluxo salivar e a quantidade de oxigênio na boca.

O maior problema é que os sintomas só aparecem em estágios mais avançados da doença. Porém, podem ser observados sangramentos, “coceiras” e bolsas de pus nas gengivas, além da mobilidade dentária. A gengiva pode, ainda, retrair levando a exposição da raiz do dente, gerando sensibilidade dentária e comprometendo a estética do sorriso.

A doença periodontal pode comprometer o osso que sustenta o dente na boca. O dente é ligado ao osso por várias fibras colágenas – chamadas de ligamento periodontal. À medida que o osso vai sendo reabsorvido pelo organismo, as fibras também são perdidas. Resultado: o dente perde suas funções e, muitas vezes, acaba saindo na mão do paciente.

Em outros casos, recomenda-se sua extração para evitar focos de infecção bucal. Sabe-se ainda que se a gengiva vai mal, ela sinaliza que outras partes do corpo precisam de cuidados, como no caso da diabetes. Além disso, problemas periodontais estão associados com o aumento da chance da pessoa desenvolver artroses e doenças cardíacas.

O TRATAMENTO

Quando a doença está numa fase inicial, restrita à gengiva (gengivite), é preciso que um profissional faça uma limpeza profunda dos dentes e que o paciente siga à risca as recomendações de uso correto do fio dental e da escova. Assim, evita-se que o quadro se agrave. Já nos casos de doenças mais avançadas, em que há envolvimento ósseo (periodontite), muitos danos não podem ser revertidos. Em algumas situações recomenda-se o procedimento cirúrgico para estacionar a doença.

Agora, se você quer mesmo evitar complicações, vá a um periodontista e faça um acompanhamento frequente. E se você tem o hábito diário de usar antisséptico bucal, não se engane. O uso dos bochechos por si só não resolvem os problemas periodontais. É como passar perfume sem tomar banho.

FONTE: Folha Vitória

Os enxaguantes bucais não eliminam o mau-hálito


Muitos enxaguatórios bucais prometem eliminar o mau hálito, porém, em 90% dos casos, este problema é causado pela presença de bactérias em locais onde o efeito dos colutórios bucais é desprezível.

Para complementar a higiene bucal, muitas pessoas utilizam, além da escova de dentes e do fio dental, as soluções para bochechos, também conhecidas como enxaguantes ou colutórios bucais. No mercado, notamos uma grande variedade de produtos: aqueles indicados para a higiene pós-cirúrgica; os que contêm flúor, para controle de cárie; os que visam combater a hipersensibilidade dos dentes; e, os que contêm substâncias anti-bacterianas, visando eliminar as bactérias bucais e o mau-hálito.

Entretanto, quaisquer desses produtos deverão ser prescritos pelo dentista, de acordo com a necessidade dos pacientes. Utilizar soluções para bochechos de maneira aleatória é desnecessário, e pode ser perigoso para a saúde bucal. Não é recomendado o uso aleatório e diário desses produtos. As soluções que contêm clorexidina são indicadas para períodos curtos pós-cirúrgicos, uma vez que, além do efeito de controle químico da quantidade de bactérias orais, eles também podem gerar efeitos colaterais importantes, tais como manchamento dos dentes, descamação da mucosa e alteração do paladar. Apesar desses fatos, esses produtos continuam sendo vendidos nas farmácias sem a obrigatoriedade de receitas.

Os enxaguatórios que contêm flúor estão indicados primordialmente para as crianças, adolescentes e adultos que possuem doença cárie ativa. O íon flúor ajuda no equilíbrio físico-químico do processo de desmineralização dos dentes, e combate a formação da lesão de cárie. Um cuidado especial deve ser tomado com as crianças. Crianças que utilizam essas soluções inadvertidamente podem ingerir quantidades de flúor sem necessidade, e gerar flurose dental, a depender da idade, ou a flurose esquelética – que são doenças importantes no âmbito da saúde pública.

Existem enxaguatórios que possuem substâncias específicas para tratar a sensibilidade, como o nitrato de potássio, O cloreto de estrôncio, etc. Os demais produtos, à base de cetilpiridíno ou de óleos essenciais (eucaliptol e timol), têm efeitos antibacterianos muito limitados, que serão insuficientes se o individuo não tiver uma higiene oral mecânica adequada (com fio dental e escova).

Alguns enxaguantes possuem álcool, o que não é recomendado para a saúde bucal. Essa substância pode causar a descamação de células da mucosa oral – isso não quer dizer que cause câncer, porém, a literatura científica aponta o excesso de álcool e cigarro como fatores co-carcinogênicos em pessoas susceptíveis a esse tipo de doença. Desta forma é melhor optar por produtos que não tenham o álcool em sua composição.

Com receituário médico, é possível usar o enxaguante como recurso para auxiliar a limpeza dos dentes. Se houver algum tipo de alergia, seu uso deve ser suspendido. Está enganado quem pensa que o produto elimina o mau hálito, pois cerca de 90% das causas de odores bucais são responsáveis por dentes, gengivas e língua, e apenas 10% das causas são estomacais e amigdalianas.

O melhor para se manter uma boca saudável e livre de bactérias, é manter uma boa escovação diariamente. Essa higiene mecânica, realizada com fio dental e escova, é a única capaz de desorganizar e destruir as colônias de bactérias (placa bacteriana), que causam as doenças bucais.

FONTE: Rádio Progresso de Ijuí