Risco à saúde: brasileiros trocam escova dental, em média, a cada 18 meses


Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) aponta que o brasileiro troca de escova de dentes em média a cada 18 meses.  Esse comportamento é extremamente prejudicial à saúde dos usuários, que correm o risco de prejudicar não apenas a sua saúde bucal, mas também todo seu organismo.

Ao contrário do que muitos pensam, o tempo ideal para substituir as escovas não é de três em três meses, mas seria a cada 45 dias. Isso porque, à medida em que é usada, a escova vai se desgastando, acumulando bactérias e perdendo a sua função.

Para manter sempre a saúde em dia, é preciso escovar os dentes após as refeições e fazer uso do fio dental. Um dos fatores mais importantes na hora de cuidar dos dentes é prestar atenção na preservação da escova dental e na validade de sua vida útil.

Além disso, muito mais importante do que a marca do produto é o seu estado de conservação.

Para avaliar se a escova dental continua em condições de uso, basta olhar se as cerdas estão alinhadas e se não sofreram alteração de posição devido à pressão exercida na escovação. É importante que as cerdas estejam sempre alinhadas para que possam fazer a higienização de todos os dentes com a mesma intensidade. Caso a escova apresente qualquer alteração nas cerdas e também pigmentação escurecida, já está mais do que na hora de fazer a troca.


Para obter o melhor da sua escova, é preciso tomar uma série de cuidados:

– sempre seque a escova após o uso, para evitar bactérias e fungos que gostam de lugares úmidos;

– não use protetores na escova. Eles a abafam, o que proporciona a proliferação de bactérias;

– lave as cerdas com água corrente após a escovação;

– evite deixar a escova próxima ao vaso sanitário;

– o ideal é não usar muita força na hora de escovar os dentes, para evitar que as cerdas se desgastem prematuramente.

FONTE: clicRBS

Brasileiros consomem até duas vezes mais açúcar do que o recomendado


Em excesso, o alimento pode causar cárie dentária; previna-se.

Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) revela que o açúcar representa de 12% a 25% das calorias diárias da população. A quantidade recomendada, no entanto, é de 10%.

O consumo de açúcar em excesso é um dos vilões da saúde dos brasileiros. O alimento faz parte de metade dos produtos da cesta básica.

Essa má alimentação pode causar excesso de peso, cárie dentária e diabetes.

Os especialistas dizem que é preciso prestar atenção nos rótulos. Até em produtos salgados, como torradas, o açúcar é encontrado. Eles recomendam também evitar os refrigerantes.

Veja o vídeo da reportagem: R7

FONTE: R7

Autoestima para quem sofre com deformações na face


Instituto em Bauru, SP, oferece a prótese de graça. Os profissionais utilizam uma cera especial, silicone colorido e, para ficar idêntica à pele humana, um corante natural, que muda de cor de acordo com a temperatura do corpo.

Uma cirurgia rara no Brasil está devolvendo a autoestima para quem teve algum tipo de deformação no rosto. As próteses foram desenvolvidas no interior de São Paulo.

Durante quatro anos, Dona Maria das Dores viveu escondida, com vergonha de mostrar o rosto. Por causa de um câncer de pele, ela teve que remover o nariz.

“Eu olhava no espelho, me via toda detonada. Aquilo para mim era uma desilusão total”, lembrou ela.

Dona Maria só voltou a sorrir depois de receber de graça uma prótese feita por um instituto internacional de reabilitação, em Bauru. A cirurgia de reconstrução da face é rara no país.

Parafusos de titânio são fixados nos ossos e a prótese é presa com um imã. Foi assim que Seu José ganhou um rosto novo, deformado por um tumor. O carioca Marcos perdeu a orelha direita num acidente e também foi operado.

“Os portadores de deformidades faciais vêm com uma autoestima muito baixa, devido à exclusão social, até mesmo a não aceitação dos membros familiares”, explicou o cirurgião dentista Marcelo Oliveira.

As próteses são feitas lá mesmo. Os profissionais utilizam uma cera especial, silicone colorido e, para ficar idêntica à pele humana, um corante natural, que muda de cor de acordo com a temperatura do corpo.

“Mais emocionada, a pessoa fica mais vermelha ou com frio fica mais pálida”, disse o cirurgião dentista.

O instituto é filantrópico e mantido com verbas de organizações de outros países. Para receber o tratamento, o paciente passa por uma avaliação sócio-econômica. Em 80% dos casos, as próteses são oferecidas de graça.
Nos últimos cinco anos, o instituto atendeu 600 pessoas. Pacientes que recuperaram a vontade de viver.

“Voltei a ser a pessoa que eu era. Expansiva, alegre, feliz”, contou a Maria das Dores.

* Veja a reportagem no site do Jornal Nacional

FONTE: Jornal Nacional

Inserindo saúde bucal em diferentes ambientes


Alunos do curso de graduação da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp estiveram no Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (HFC), entre os dias 13 e 17, orientando pacientes portadores de deficiência renal crônica sobre a importância dos cuidados bucais. O grupo, formado por dezoito alunos de graduação e quatro de pós-graduação, sob a coordenação da professora Dagmar de Paula Queluz, participou do “Projeto de Prevenção e Qualidade de Vida” do Centro Integrado de Urologia e Nefrologia do HFC, coordenado pela cirurgiã-dentista Raquel Cristina de Oliveira Kobaiach. Na oportunidade, cada aluno conversou particularmente com um paciente, entendendo um pouco mais sobre nefrologia, hemodiálise, entre outros assuntos. Eles tiveram a oportunidade de verificar na prática o que aprendem na teoria.

O projeto é desenvolvido tendo como base o tripé: comunidade, colaboradores do HFC e pacientes do Centro de Nefrologia. Visa possibilitar aos pacientes em hemodiálise o desenvolvimento e conscientização sobre a importância de resgatar a qualidade de vida, visando à auto-estima, autocuidado, autoconfiança, contribuindo com a prática de hábitos saudáveis.

Este tipo de atividade é importante, pois possibilita ao aluno ampliar e enriquecer sua formação, acrescentando conteúdos de diversas áreas do conhecimento, experiências, oportunidades para desenvolver novas habilidades e convivência entre alunos e com profissionais de outras áreas (multiprofissionais).

Dagmar explica que dieta balanceada e exercícios moderados são algumas das preocupações. Muito se investiga sobre o impacto de doenças periodontais em outras partes do corpo. Outras pesquisas já comprovaram sua relação com a osteoporose, doenças cardíacas, renais crônicas e circulatórias. A periodontite é mais comum em adultos acima de 35 anos. Seus sintomas mais freqüentes são mau hálito, sangramento, eliminação de pus e dor. A má higiene bucal leva ao acúmulo de bactérias sobre resíduos alimentares, formando placas de tártaro e desencadeando um processo inflamatório na gengiva, que fica avermelhada e inchada.

Conforme as bactérias proliferam, a inflamação se agrava, provocando a necrose (morte) dos tecidos. A perda do dente ocorre em função da destruição das fibras que o ligam ao osso e devido à deterioração do mesmo pela ação das toxinas bacterianas. “Todos somos colonizados por bactérias potencialmente patogênicas. O problema é quando temos uma queda na imunidade e elas evoluem em grande velocidade e sem controle”, explica a professora Dagmar.

Atualmente, o Hospital atende cerca de 150 pacientes, que freqüentam o local três vezes por semana. No ano passado o foco do projeto foram os funcionários e colaboradores do hospital. Neste ano, além da prevenção bucal, foi trabalhada a auto-estima dos pacientes, por meio de corte de cabelo e manicure.

Raquel defende a importância da introdução de um cirurgião-dentista no setor para trabalhar a prevenção e orientação constantemente. “São pacientes imunodeprimidos, ou seja, tem baixa resistência, fazem hemodiálise, alguns estão na fila de transplante, muitos são diabéticos e já tem outros comprometimentos sistêmicos. Por isso não podem ter infecção bucal. “O ideal seria que a condição bucal deles estivesse em ordem”, esclarece a cirurgiã-dentista. Segundo ela, o próximo projeto será fazer um levantamento epidemiológico para avaliar a real necessidade desses pacientes.

FONTE: FOP Unicamp

Clínicas odontológicas de São Paulo apresentam problemas de higiene


Um levantamento da Vigilância Sanitária nos consultórios dentários de São Paulo revelou um número preocupante. Três em cada dez clínicas odontólógicas têm problemas graves de higiene. E o principal deles é esterelização incorreta dos equipamentos. Em muitas delas o equipamento não estava funcionando, e em outra o material não foi nem lavado.

Edilson Soares de Lima mudou de dentista. Ficou desconfiado com os procedimentos adotados no outro consultório.

“Eles abriam assim, a estufa. Arrancavam as agulhas de lá. Eu via apagada e falava para ele que não usaria aquele material pois a estufa estava fria. Ele falou: ‘não, isso aí eu limpei agora’. E eu falei que não usaria porque estava lá há um tempão”, recorda Edilson.

Clique na imagem para assistir o vídeo:

Imbra atrasa salários e fecha as portas


Semana passada, os clientes de São Paulo que compareceram a clínicas da empresa de implantes dentários Imbra encontraram as portas fechadas e bilhetes evasivos: na Lapa, a alegação era de problemas de energia elétrica; em Santana, o prédio passaria por manutenção. Mas essas e outras unidades da Imbra não abriram por outro motivo: o atraso nos salários dos funcionários, que decidiram não trabalhar sem pagamento.

Apesar dos problemas, a central de atendimento da companhia agendava novos procedimentos para a semana que vem. O grupo Arbeit, que controla a empresa de implantes dentários, não respondeu aos pedidos de entrevista feitos pelo Estado. Mas enviou nota dizendo que os atrasos nos pagamentos seriam acertados e prometendo a reabertura das unidades – algumas fechadas desde sábado – para hoje.

Entretanto, nas clínicas, funcionários afirmaram que a reabertura poderia ocorrer somente amanhã. Empregados da Imbra dizem que a empresa vem prometendo diariamente a solução dos atrasos desde sexta-feira. “Recebemos o último pagamento no dia 6 de agosto”, afirmou uma funcionária.

A greve não declarada que fechou unidades paulistanas da Imbra – segundo apurou o Estado, somente a do Shopping Aricanduva funcionou normalmente – é mais um capítulo de uma história conturbada (veja ao lado). Nascida com a proposta de popularizar o tratamento odontológico, a companhia tem seus métodos de venda questionados pelo Procon e pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO).

No fim de 2008, o órgão de defesa do consumidor emitiu alerta recomendando cautela na contratação dos serviços da Imbra. Já a entidade de classe a repreendeu publicamente – com publicação de nomes no Diário Oficial da União – e aplicou multas a dentistas que trabalham para a empresa de implantes.

Segundo Ideval Serrano, presidente da Comissão de Ética do CRO-SP, os dentistas que trabalham na Imbra e em outras empresas semelhantes ferem o código da profissão por mercantilizarem o tratamento odontológico. “O código de ética proíbe a divulgação de forma de pagamento e de vantagens econômicas”, explica. “A Imbra usava o serviço de telemarketing para oferecer gratuidade na consulta.”

Reclamações. Entre os clientes da empresa, existem reclamações de tratamentos já pagos e não efetuados. O taxista Marcellus Alexandre Rodrigues compareceu ontem à unidade Imbra da Lapa e encontrou as portas fechadas. Ele pagou em 36 vezes de R$ 172 um plano para a esposa fazer três implantes dentários. Já terminou de pagar, mas nem metade dos serviços prometidos no contrato foi realizada.

O taxista afirma que o tratamento foi contratado na sede do Pacaembu. Segundo ele, a empresa alegou que a unidade seria fechada para reforma, há cerca de um ano, e transferiu o caso para a Lapa. Rodrigues diz que fica nervoso quando comparece às consultas, pois tem receio de que valores extras sejam cobrado. “Levamos nosso plano e mostramos o contrato toda a vez que comparecemos a uma consulta, porque eles dizem que não têm as informações guardadas”, conta. “Fui atraído pela facilidade de pagamento e acreditei na propaganda do serviço deles.”

Os clientes mais antigos afirmam que a qualidade do atendimento da Imbra piorou ao longo do tempo. Isso fica evidente nos números do Procon sobre a empresa. Entre 2007 e 2008, o número de queixas no órgão contra a empresa passou de 5 para mais de 100. Em 2009, foram mais de 150 reclamações.

“O atendimento foi piorando: tiraram o estacionamento grátis e o café, e os dentistas mudam a toda hora”, afirma a professora Irany Bereczki, que compareceu à unidade fechada da Lapa na terça-feira, após buscar atendimento telefônico sem sucesso. Ela afirma que o tratamento iniciado há um ano e meio, ao custo de R$ 15 mil, ainda está incompleto: “Falta a colocação de duas próteses de porcelana.”

FONTE: Estadão

Genes envolvidos em má formação dentária são estudados


Dentes que não nascem, manchas no esmalte e dentição com características irregulares são alguns problemas que podem ocorrer durante a formação dentária.

Estudá-los de maneira ampla foi o objetivo do Projeto Temático “Defeitos na formação do órgão dental”, que teve o apoio da FAPESP.

Um dos objetos de estudo foi o efeito do flúor na ocorrência de manchas no esmalte do dente. Considerada uma má formação branda, esse problema ocorre durante a formação da matriz orgânica e calcificação do dente e afeta principalmente o seu esmalte.

Apesar de ser composto basicamente por minerais, o esmalte dentário começa a se formar a partir de uma matriz proteica, e nessa fase o dente já sofre a ação do flúor.

Foi desenvolvido um método que utiliza microscopia de luz polarizada e permite estudar o estado de agregação das proteínas do esmalte dentário.

Já se sabia que o flúor atinge o esmalte dentário, no entanto a equipe da FOP mostrou como isso ocorre. Mostraram que o flúor desorganiza a matriz proteica do esmalte dentário durante a sua formação.

Outra alteração encontrada no esmalte dentário analisada no projeto foi a amelogênese imperfeita, um problema provocado por mutações de diferentes genes relacionados à formação dessa parte do dente.

Essa anomalia pode se manifestar de diferentes formas, como, por exemplo, um esmalte dentário duro, de espessura fina e cheio de irregularidades. Na forma mais comum da doença, o esmalte surge com uma consistência mole e, ao ser desgastado pela mastigação, acaba desaparecendo e expondo a dentina, a parte interna do dente.

Com isso, a doença apresenta consequências estéticas e também funcionais porque após o desgaste pode sobrar apenas um pedacinho do dente.

O levantamento genético teve a participação dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). Nessa etapa, foram estudadas famílias que tinham pessoas com a doença para identificar os genes relacionados à sua ocorrência.

Nenhum dos casos testados apresentou correlação com a amelogênese imperfeita. Mesmo assim, os resultados são importantes, pois foram analisados todos os genes relacionados à formação do esmalte e agora sabemos que eles, isoladamente, não são responsáveis pela doença, o que indica que outros genes estão envolvidos.

Dentes que não se formam

Foi investigado também a ausência do processo de formação do dente, chamada de “agenesia dentária”, cuja maior ocorrência está entre os dentes incisivos laterais superiores e terceiros molares, conhecidos como dentes do siso. Em casos mais graves, poucos dentes são formados, causando sérios problemas de mastigação e de fala, além dos relacionados à estética.

Para estudar essa enfermidade, foi analisado os polimorfismos de um gene chamado PAX9 e conseguiram relacionar alguns deles à agenesia de dentes molares, principalmente o dente do siso.

O trabalho exigiu a coleta de DNA de pacientes que sofrem de agenesia. Com isso, os pesquisadores puderam comparar regiões do DNA com o de pessoas sadias e, dessa forma, identificar possíveis trechos envolvidos com a doença.

Pretende-se aprofundar os estudos nas regiões identificadas do PAX9 que apresentaram maior probabilidade de estar relacionadas aos problemas dentários.

FONTE: Agência FAPESP