A dentista equivocada


Droga, aconteceu de novo! Entro no carro com pressa, ponho o cinto de segurança, dou partida e, quando olho para a frente aparece um daqueles papeizinhos irritantes presos no limpador de pára-brisas. Como estou voltando da aula de yôga, só me resta colocar os ensinamentos em prática: respirar fundo, manter a calma e a serenidade e, sem movimentos bruscos, retirar o lixo e colocá-lo no devido lugar, dentro do carro. Há que se perdoar esse tipo de coisa, pois eles não sabem o que fazem.

E não sabem mesmo. A equivocada da vez é uma dentista oferecendo seus serviços. Tenho a mais absoluta certeza de que essa moça não tem a menor noção do estrago que está fazendo em sua vida profissional com essa “ação de marketing”.

O maior problema, a meu ver, é que as faculdades que formam profissionais liberais não oferecem em seus currículos nem a mais leve noção do que venha a ser marketing e para que serve. O resultado é que a aluna mais habilidosa da turma pode ser um fracasso profissional pela falta de conhecimentos básicos sobre como se posicionar e se manter no mercado. Um desperdício de talento que resulta numa eterna fonte de poluição para o público em geral e muita frustração para o profissional em questão.

Todo mundo sabe que é complicado para quem está começando um negócio investir em consultorias de marketing e design (até porque está cheio de profissionais de marketing e design fazendo o mesmo tipo de bobagem), mas pelo menos alguma informação básica sobre o que não fazer talvez possa ajudar.

A primeira coisa que um profissional liberal precisa entender é que, em serviços, tudo depende de relacionamentos. E ele precisa se colocar no lugar do cliente para compreender isso melhor: um dentista, quando precisa de um advogado, começa por onde? Realiza freneticamente uma busca seletiva na sua lixeira até encontrar a propaganda de um? Fica atento aos panfletos que recebe nos semáforos? Então o que o faz crer que poluir a cidade vai fazer as pessoas guardarem o lixo para entrar em contato depois e contratá-lo?

Vamos ver se consigo ajudar um pouquinho. Primeiro, o profissional precisa conhecer bem a sua identidade. Quais são as características que o definem? No que é diferente dos outros tantos colegas que se formaram com ele e dos demais que já estão no mercado? Se não souber a resposta para isso, irá concorrer no perigoso terreno do preço, o que é mau sinal. Pois, como diz o brilhante Harry Beckwith, cliente que só quer preço, nunca será realmente seu cliente, é impossível fidelizá-lo de maneira sustentável. Ele só é fiel ao preço e a nada mais. Jamais indicará outros clientes ou perceberá qualquer movimento seu para aumentar a qualidade ou conforto. Aí o profissional liberal entra numa guerra suicida da qual talvez não saia com seu nome limpo.

Bom, depois de saber quem é e porque alguém contrataria seus serviços, o próximo passo é encontrar uma maneira de fazer com que os potenciais clientes fiquem sabendo dessa ótima novidade. Claro, sem jogar lixo na rua.

Lembrando que profissionais de serviços vivem basicamente de relacionamentos, pois dificilmente alguém colocará a boca, o corpo ou qualquer coisa que tenha valor nas mãos de um completo desconhecido que distribui panfletos por aí, é preciso pensar um jeito de conhecer pessoas e convencer essa gente toda da sua competência.

Há vários caminhos, mas adianto que todos são demorados, afinal, há que se criar e consolidar uma marca e isso não se faz da noite para o dia. Se o profissional em questão gosta de escrever (esse é um dos seus atributos), olha aqui algumas ideias: publicar regularmente matérias em jornais populares, blogs, sites especializados e fóruns de discussão sobre o tema que domina. Quanto mais as pessoas associarem o nome a informações úteis e bem fundamentadas, menos desconhecido e mais confiável o profissional se torna.

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Mídias Socias e a Odontologia


Afinal, o que  são  as Mídias Socias?

São tecnologias e práticas on-line, usadas por pessoas (isso inclui as empresas) para disseminar conteúdo, provocando o compartilhamento de opiniões, idéias, experiências e perspectivas(e eis o seu 1º grande diferencial). Seus diversos formatos, atualmente, podem englobar textos, imagens, áudio, e vídeo. São websites que usam tecnologias como blogs, mensageiros, podcasts, wikis, videologs, ou mashups (aplicações que combinam conteúdo de múltiplas fontes para criar uma nova aplicação), permitindo que seus usuários possam interagir instantaneamente entre si e com o restante do mundo.

E agora?

As mídias sociais estão ai para ficar. A evolução das tecnologias da informação e comunicação (TICs) tem provocado mudanças em todos os setores da sociedade e não poderia ser diferente em odontologia. Diversos dentistas já estão presentes no Orkut, facebook e Twitter.

As pessoas tem cada dia menos tempo  e a quantidade de informação está cada vez maior. As redes sociais propiciam uma convergência de determinados grupos a determinados assuntos relevantes para aquele grupo, fazendo com que a informação já chegue filtrada.

Ter perfil em uma dessas redes é uma tendência que tem provado ser muito eficaz tanto para grandes corporações como para pequenas e médias empresas. Além de se tornar um meio de divulgação do que a empresa faz (produto/serviço), também funciona como ferramenta institucional. Já vimos perfil de empresas no twitter, facebook, orkut etc. Estar por dentro dessas mídias, é de fato um acerto.Mas estar presente não quer dizer necessariamente que está mídia trará benefícios a sua empresa/consultório. Nas mídias sociais o que importa é saber usá-las a seu favor.

Então, como você pode usar as redes sociais para dar uma agitada em seu consultório?

Muitos dentistas têm o costume de mandar cartões para os pacientes nas datas comemorativas, natal, aniversário, dia dos pais, mães etc. Pensando em facilitar este meio de comunicação e marketing o uso de redes sociais pode lhe ajudar a manter um contato mais próximo com seus pacientes. Usar essas redes sociais podem ser uma “faca de dois gumes”, pois elas podem elevá-lo ao topo da popularidade ou ao fundo do poço. Todo cuidado é pouco, cada passo deve ser estudado, é  como um jogo, onde você pode ganhar ou perder, não existe meio termo. O melhor é ir devagar. Nada de começar com o uso de vídeos mostrando seu consultório, ou um super facebook com milhōes de fotos, etc. Como já dizia o ditado, “É devagar que se vai longe”.

Recomendo que primeiro aprenda a usar as ferramentas, depois use-as corporativamente.

Você pode começar utilizando as redes sociais para:

Confirmar horários de seus pacientes, Marcar ou remarcar consultas, Convidar para um check up, Oferecer uma dica de um novo produto/serviço, Enviar um link para um artigo ou reportagem interessante, Lembrar o datas comemorativas, Falar sobre uma nova especialidade em seu consultório.

Se o paciente tem um twitter, facebook, orkut, etc., pergunte a ele se o utiliza ativamente e somente assim utilize as dicas acima, senão você corre o risco de ficar falando sozinho literalmente, pois tem muita gente que até tem perfis nas redes sociais, mas somente os acessa uma vez por mês, ou seja, vāo responder a você depois de trinta dias que você mandou uma mensagem. Por isso é bom ir testando as possibilidade antes de mudar sua rotina.

Uma coisa que é importante tanto nas redes sociais como em blogs ou sites de seu consultório é você separar o que é pessoal e o que é “corporativo”. Sim isso mesmo, separe seu negócio de sua imagem pessoal. Isso vai lhe poupar um monte de aborrecimentos.

Antes de criar uma conta em qualquer rede social, veja o trabalho de monografia de Carolina Lima @CadyWitter onde menciona os equivocos das empresas no Twitter.

Por Drª Vivian Bernhard
Especialista em Periodontia & Implantodontia
Habilitação em Laser na Odontologia.
Graduação em Odontologia
REFERÊNCIAS

1. Lima, Carolina. Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres. Disponível em: < http://migre.me/14Nmp >. Acesso em: 14 de agosto de 2010.

2. Rocha, Marcos. Mídias socias e a odontologia – Parte 1. Disponível em: < http://migre.me/14NgT >. Acesso em: 14 de agosto de 2010.

3. Rocha, Marcos. Mídias socias e a odontologia – Parte 2. Disponível em: < http://migre.me/14NjC >. Acesso em: 14 de agosto de 2010.