Dentistas alertam que antissépticos bucais não substituem escovação nem curam hálito ruim


Eles prometem eliminar os germes que causam cáries e mau hálito, proteger as gengivas e clarear os dentes.

Mas dentistas alertam que antissépticos bucais de venda livre apenas complementam a higiene, e o que funciona é a escovação diária e o uso de fio dental. São tantos produtos no comércio, com álcool ou sem – alguns só para crianças -, que o consumidor fica sem saber se vale a pena bochechar. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa e ainda ter problemas como irritação da boca, é melhor consultar um dentista.

Evitar o mau hálito é o motivo que mais leva o consumidor a usar os antissépticos bucais, mas eles não resolvem o problema, que em 90% dos casos tem origem em áreas com tártaro. Os produtos para bochechos apenas atenuam o odor desagradável.

Quando a placa bacteriana já se formou, dificilmente os antissépticos ajudam porque os germes criam uma capa que impede a ação das fórmulas. Se a pessoa não escova bem os dentes e não usa o fio dental depois das refeições, nem adianta bochechar. Os produtos não acabam de vez com germes nocivos e, em excesso, ainda podem provocar desequilíbrio da flora bacteriana na boca. Há quem acredite que o fato de a fórmula arder na boca, devido à presença de timol e eucaliptol, significa que ela matou tudo.

É indicado o uso dos antissépticos em duas situações: ao acordar, quando a pessoa não quer escovar os dentes antes do café da manhã, e no consultório dentário para consulta. E alerta: algumas soluções compradas em farmácias contêm clorexidina (também presente no Merthiolate) e são indicadas por curto período depois de cirurgias na boca. Mas há pessoas que aplicam esse produto além do recomendado ou nem precisam dele:

Isso pode causar descamação da mucosa, alterar o paladar e até mesmo manchar os dentes.

Apesar de existirem produtos específicos para crianças, fabricantes não os recomendam para menores de 12 anos. Agora foi lançado no Brasil um para crianças a partir de 6 anos, para o bochecho com acompanhamento do dentista e dos pais. O Listerine Agente Cool Blue é indicados antes da escovação e ele marca a placa bacteriana em azul, mostrando à criança a área que precisa de maior cuidado. E tem ainda o Colgate Plax Kids, com flúor.

É uma opção interessante, porém o produto só mancha a área muito atingida ou suja, e as outras partes com placa podem ficar escondidas. Por mais seguro que seja, os pais devem ficar atentos para a criança não engolir a substância. O excesso de flúor causa intoxicação e doença óssea.

Um produto para cada situação

Quanto aos antissépticos que prometem clarear, isso é diferente de branqueamento, que só é obtido com tratamento específico. Esses produtos devem ser aplicados com orientação.

As pessoas fazem tudo correndo, comem qualquer coisa na rua, estão perdendo o hábito de escovar os dentes após as refeições e acham que os bochechos limpam. Há várias fórmulas e é importante saber qual é a indicada em cada caso, até para evitar o desequilíbrio de flora microbiana oral. Os produtos com álcool podem causar irritação e ressecam a boca.

FONTE: O Globo

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Cuidados simples podem evitar o mau hálito, alerta Ministério da Saúde


A halitose pode alterar a vida social, familiar e até mesmo de trabalho de uma pessoa. A presença do mau hálito, mesmo não tendo grandes efeitos clínicos para a pessoa, pode, na maioria das vezes, provocar sérios prejuízos psicossociais: insegurança ao se aproximar das pessoas, depressão, dificuldade em estabelecer relações amorosas, resistência ao sorriso, ansiedade e baixo desempenho profissional são algumas de suas conseqüências relatadas por pessoas que sofrem ou sofreram com o problema.

Para iniciar o tratamento contra o mau hálito é preciso descobrir primeiro a causa, pois o problema pode ser originado por diversos fatores bucais e não bucais. As causas podem ser problemas bucais e não bucais. Ao perceber que tem mau hálito, a pessoa deve procurar o dentista, que poderá identificar se a causa é cárie, doença periodontal, alguma lesão na boca, uma higiene oral deficiente, até casos de neoplasia e algum tipo de câncer pode provocar halitose. Mas também pode não ser bucal. Pode ser, por exemplo, uma sinusite, uma amigdalite, uma faringite, uma rinite. Então o dentista vai te orientar a procurar um profissional especializado.

Para evitar a halitose é importante também fazer a higienização correta da boca, principalmente da língua. A prevenção é a medida mais importante no caso do mau hálito. Ele recomenda cuidado com a higiene bucal. Assim que a pessoa se alimentar deve fazer a sua escovação, usar fio-dental e não esquecer a língua. O ideal é que tudo isso seja feito logo após a refeição, sem deixar que passe mais que vinte minutos.

FONTE: Olha Direto

Cuidado, você também pode ter mau hálito


30% dos brasileiros sofrem de halitose, que passa despercebido por quem tem este problema. Causas podem ser alterações metabólicas ou indícios de doenças.

Quem convive com alguém que tem mau hálito sabe como é constrangedor ter de avisar a pessoa sobre o problema. E o porcentual de brasileiros que tem halitose não é baixo: atinge 30% da população, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). O problema, no entanto, não é considerado doença. É, na verdade, sinal para outras complicações de saúde como sinusites, doenças na gengiva e diabete. O mau hálito também tem causas metabólicas, como realizar exercícios físicos sem se hidratar ou ficar muito tempo sem comer.

O mau cheiro da boca é ocasionado por uma associação de fatores que geram uma produção maior de saburra (placa esbranquiçada) em cima da língua. Quase nunca são por falta de higienização. A maior quantidade de saburra se dá pelo aumento de bactérias na boca, que produzem o chamado composto sulfurado volátil, outro responsável pela halitose. A alteração da saliva, como pouca produção ou textura muito viscosa, também desencadeia o problema. Isso pode ocorrer por estresse, uso de medicamentos xerostômicos que diminuem a salivação (como remédios para pressão arterial e antidepressivos), estresse ou respiração bucal.

Raramente a pessoa com halitose percebe o mau cheio. Por isso o ideal é fazer o alerta. A ABHA conta com o SOS Mau Hálito, que avisa por meio de e-mail ou carta que a pessoa está com o problema. No ano passado, cerca de mil pessoas de várias partes do país foram alertadas por endereço eletrônico e 270 por carta. Quem entra em contato com a associação pode ficar despreocupado, já que o aviso vai em nome da ABHA.

Muitos procuram tratamento depois. A associação, porém, já presenciou casos de pessoas revoltadas. Teve um senhor que ligou e escreveu diversas vezes, indignado, querendo saber quem pediu para enviar o e-mail. Mas nunca revelam, tudo fica no sigilo.

Para o diagnóstico, o dentista faz um histórico médico e odontológico do paciente, testes com um aparelho que mede o composto sulfurado volátil (até 80, é considerado normal) e um exame para avaliar o fluxo salivar. O trabalho em parceria com outros profissionais da saúde é essencial. Se percebo que ele dorme muito com a boca aberta, encaminho para um otorrinolaringologista. E vice-versa.

Disfarce

Bala de hortelã, chicletes ou pastilhas não resolvem, somente escondem o mau cheiro por um curto período. Produtos para enxágue bucal não tratam e podem até piorar, caso contenham álcool na composição. Ele pode aumentar a descamação epitelial, o que deixa o hálito pior. A halitose matinal é normal e não deve preocupar. 100% das pessoas acordam com um pouco de saburra. Quando dormimos, nosso corpo mantém somente as funções essenciais. Com isso, ocorre uma diminuição da saliva e aumento das bactérias. O normal é que o mau hálito passe depois da higienização e de comer.

Serviço: No dia 22, a ABHA realiza o Dia Nacional de Combate a Halitose para esclarecimentos sobre o assunto. Quem deseja alertar alguém que tenha o problema deve entrar em contato com a associação pelo site: http://www.abha.org.br/sos/sos_f

FONTE: Gazeta do Povo

Os enxaguantes bucais não eliminam o mau-hálito


Muitos enxaguatórios bucais prometem eliminar o mau hálito, porém, em 90% dos casos, este problema é causado pela presença de bactérias em locais onde o efeito dos colutórios bucais é desprezível.

Para complementar a higiene bucal, muitas pessoas utilizam, além da escova de dentes e do fio dental, as soluções para bochechos, também conhecidas como enxaguantes ou colutórios bucais. No mercado, notamos uma grande variedade de produtos: aqueles indicados para a higiene pós-cirúrgica; os que contêm flúor, para controle de cárie; os que visam combater a hipersensibilidade dos dentes; e, os que contêm substâncias anti-bacterianas, visando eliminar as bactérias bucais e o mau-hálito.

Entretanto, quaisquer desses produtos deverão ser prescritos pelo dentista, de acordo com a necessidade dos pacientes. Utilizar soluções para bochechos de maneira aleatória é desnecessário, e pode ser perigoso para a saúde bucal. Não é recomendado o uso aleatório e diário desses produtos. As soluções que contêm clorexidina são indicadas para períodos curtos pós-cirúrgicos, uma vez que, além do efeito de controle químico da quantidade de bactérias orais, eles também podem gerar efeitos colaterais importantes, tais como manchamento dos dentes, descamação da mucosa e alteração do paladar. Apesar desses fatos, esses produtos continuam sendo vendidos nas farmácias sem a obrigatoriedade de receitas.

Os enxaguatórios que contêm flúor estão indicados primordialmente para as crianças, adolescentes e adultos que possuem doença cárie ativa. O íon flúor ajuda no equilíbrio físico-químico do processo de desmineralização dos dentes, e combate a formação da lesão de cárie. Um cuidado especial deve ser tomado com as crianças. Crianças que utilizam essas soluções inadvertidamente podem ingerir quantidades de flúor sem necessidade, e gerar flurose dental, a depender da idade, ou a flurose esquelética – que são doenças importantes no âmbito da saúde pública.

Existem enxaguatórios que possuem substâncias específicas para tratar a sensibilidade, como o nitrato de potássio, O cloreto de estrôncio, etc. Os demais produtos, à base de cetilpiridíno ou de óleos essenciais (eucaliptol e timol), têm efeitos antibacterianos muito limitados, que serão insuficientes se o individuo não tiver uma higiene oral mecânica adequada (com fio dental e escova).

Alguns enxaguantes possuem álcool, o que não é recomendado para a saúde bucal. Essa substância pode causar a descamação de células da mucosa oral – isso não quer dizer que cause câncer, porém, a literatura científica aponta o excesso de álcool e cigarro como fatores co-carcinogênicos em pessoas susceptíveis a esse tipo de doença. Desta forma é melhor optar por produtos que não tenham o álcool em sua composição.

Com receituário médico, é possível usar o enxaguante como recurso para auxiliar a limpeza dos dentes. Se houver algum tipo de alergia, seu uso deve ser suspendido. Está enganado quem pensa que o produto elimina o mau hálito, pois cerca de 90% das causas de odores bucais são responsáveis por dentes, gengivas e língua, e apenas 10% das causas são estomacais e amigdalianas.

O melhor para se manter uma boca saudável e livre de bactérias, é manter uma boa escovação diariamente. Essa higiene mecânica, realizada com fio dental e escova, é a única capaz de desorganizar e destruir as colônias de bactérias (placa bacteriana), que causam as doenças bucais.

FONTE: Rádio Progresso de Ijuí

Baixa umidade do ar aliada a poluição podem potencializar mau hálito


Estima-se que pelo menos 30% da população brasileira – cerca de 50 milhões de pessoas – tenha mau hálito crônico. Trata-se de um sério problema de saúde pública, mas ainda cercado de mitos, crenças e desinformação.

A situação climática pode agravar o problema, segundo o cirurgião-dentista Arany Tunes. A baixíssima umidade relativa do ar – que já chegou a casa dos 12% em São Paulo, índice altamente preocupante – pode trazer uma série de problemas para a saúde, inclusive para o hálito.

Segundo ele, a baixa umidade mais a concentração de poluição no ar acarretam problemas respiratórios e assim agravam o ressecamento bucal, diminuindo a salivação.

“Com pouca salivação, ocorre o ressecamento das células que revestem a nossa boca, aumentando a descamação e o mau hálito”, diz Arany.

Manter uma boa higiene oral, evitar períodos muito longos sem se alimentar, tentar diminuir o estresse, ingerir pelo menos 2 litros de água por dia e evitar dietas muito ricas em proteína são algumas dicas para se livrar desse mal.

FONTE: Abril

O que causa o mau hálito matinal?


1. A mucosa da boca se descama o tempo inteiro. As células mortas se acumulam sobre a língua, misturando-se a restos de alimento, sangue proveniente de problemas gengivais e bactérias. Tudo isso forma uma camada branca que se adere na língua. É a saburra.

2. Durante a noite, a produção de saliva praticamente cessa, deixando as bactérias mais livres para agir. Elas decompõem a saburra, dando origem a substâncias voláteis, sobretudo os sulfidretos — derivados do enxofre que têm um cheiro horrível.

3. O bafo também é conseqüência do jejum prolongado. Depois de horas sem alimento, há uma queda dos níveis de açúcar no sangue e esse fenômeno libera outros gases malcheirosos, que são carregados pela corrente sangüínea até os pulmões. E aí basta abrirmos a boca para exalarmos o mau cheiro.

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