Saiba porque é importante a visita periódica ao dentista


Você vai ao dentista regularmente? Segundo dados do IBGE, aproximadamente um terço da população nunca teve atendimento odontológico ou não se consulta há três anos ou mais. Diante deste cenário, alguns alertas sobre a importância do dentista e as principais doenças bucais são necessários.

ALGUNS MOTIVOS PARA VISITAR O DENTISTA REGULARMENTE:

Prevenção: Através do exame clínico e das orientações profissionais fica mais fácil prevenir cáries, doenças periodontais e outras complicações, evitando assim problemas futuros no cuidado com os dentes e gastos em longos tratamentos. Um check-up periódico não deixa que os problemas saiam do controle.

Limpeza e Clareamento: Mesmo com uma higienização, escovação dos dentes e da língua bem feitos, o uso de fio dental, de anti-sépticos bucais e de escova lingual, para garantir a não-formação da placa bacteriana, de cáries e tártaro, a visita ao dentista é primordial para tirar as suas dúvidas e verificar se está fazendo todos os procedimentos de maneira correta. Já existem muitas técnicas para clarear as diversas manchas nos dentes. O dentista irá realizar o tratamento indicado para o seu caso.

Restaurações: Antigas restaurações (conhecidas como obturações) feitas em amálgama, aquele material na cor cinza escuro, podem ser substituídas por resinas mais atuais que são imperceptíveis e duradouras.

Próteses: Os implantes e as próteses possibilitam a substituição de um ou mais dentes perdidos.

Fugir do mau hálito: Grande parte das causas do mau hálito está na boca. Escovar os dentes e a língua é essencial para manter um bom hálito. Visitar o dentista duas vezes ao ano também pode evitar problemas desagradáveis.

Prevenir Câncer bucal: Exames periódicos ajudam a identificar pequenas lesões que, se não tratadas, poderão evoluir para alguma forma de câncer.

Saúde do corpo: Uma boca bem cuidada reflete na saúde de todo o corpo. Uma má mastigação ou mesmo uma mordida errada podem ocasionar desde dores de cabeça até problemas gástricos.

Evitar problemas cardíacos: Poucas pessoas sabem, mas algumas bactérias presentes na região bucal podem atacar o coração. A endocardite bacteriana, um tipo de problema cardiológico decorrente de processos infecciosos, pode ter origem na cavidade oral e causar a proliferação de bactérias nocivas ao organismo.

Auto-estima: Manter um sorriso saudável e bonito é uma boa maneira de você ficar bem consigo mesmo. Gostando mais de sua aparência, você estará mais seguro para enfrentar o dia-a-dia.

Endireitar os dentes: dentes tortos, além de serem esteticamente feios, diminuem o rendimento mastigatório, causam dores de cabeça e ouvido, prejudicam a fonética, entre outros problemas.

Incentivar seus filhos: as crianças devem freqüentar desde cedo o dentista. Dessa maneira, elas mantêm a saúde bucal e criam o hábito, combatendo a “odontofobia”.

Perder o medo: Dentista não é mais sinônimo de dor e pânico. Hoje, o tratamento dentário é muito mais eficaz, rápido e indolor com a tecnologia disponível nos consultórios.

Dor de dente: O melhor remédio é a prevenção. Visitas periódicas ao dentista, mesmo que você não esteja com qualquer sintoma, podem detectar o problema desde cedo, garantindo o sucesso do tratamento.

Corrigir maus hábitos: em conversa com o seu dentista, ele identificará seus maus hábitos, como morder os lábios, roer unhas ou mastigar canetas, mostrará os malefícios dessas atitudes e estimulará a desvincular-se deles.

FONTE: clicRBS

Qual a sua dúvida sobre antibiótico?


1. Pode um antibiótico matar todo tipo de bactéria?

Não pode. Cada microorganismo é sensível a determinadas drogas e, ainda assim, para ser destruído vai exigir uma concentração e um período de tratamento específico. Moral da história: para cada bactéria, uma sentença.

2. Pode tomar antibiótico só como prevenção, logo nos primeiros sinais de uma dor de garganta, por exemplo?

Não pode. Se a dor de garganta estiver sendo causada por um vírus – aliás como na maioria dos casos de dor de garganta – engolir antibiótico será, no mínimo, ineficaz. Sem contar que o remédio usado indevidamente poderá abrir a brecha para a entrada de bactérias resistentes a medicamentos e bem perigosas. É a famosa história do tiro que sai pela culatra.

3. Pode demorar mais de 24 horas para o antibiótico proporcionar algum alívio nos sintomas de uma infecção?

Pode, sim. Alguns sintomas, como a febre, podem demorar até 72 horas para desaparecerem de vez. No entanto, é importante que, ao longo desse período, você já note pequenas melhoras, progressivas, na sensação de dor e mal-estar. Se nada está melhorando, volte a conversar com o médico.

4. Pode o uso de um antibiótico errado agravar uma infecção, piorando os sintomas de vez?

Pode. Imagine que, em seu corpo, diversas bactérias competem entre si. Quando alguém toma um antibiótico errado para tratar o seu caso, tanto bactérias inocentes, que não causam problemas, quanto alguns tipinhos encrenqueiros, mas fracos, acabam morrendo. Aí é como se o verdadeiro vilão da história ficasse livre de concorrência para povoar e dominar o organismo. Vale repetir o conselho de sempre: em qualquer infecção, a avaliação médica é fundamental. Só um especialista sabe dizer quando tomar antibiótico e que tipo de antibiótico tomar.

5. Pode um antibiótico matar, quando tomado em doses muito exageradas?

Pode, em tese. Como qualquer outro remédio, o antibiótico se torna tóxico em doses excessivas. Aí é capaz de comprometer os rins, o fígado ou até mesmo causar convulsões.

6. Pode um antibiótico causar alergia?

Pode. Fique claro: qualquer remédio pode ser o estopim de reações alérgicas. Entre os antibióticos, a penicilina é uma das que mais provocam respostas do gênero, causando desde erupções de pele a choques anafiláticos em quem apresenta tendência à alergia.

7. Pode um antibiótico provocar dor de estômago?

Pode. Alguns princípios ativos de antibióticos comuns irritam as paredes estomocais, gerando o desconforto.

8. Pode esse tipo de medicamento causar dor de cabeça?

Pode. Alguns antibióticos, como o metronidazol, são capazes de causar dores de cabeça em pessoas mais sensíveis.

9. Pode ser necessária uma troca de antibiótico, se houver dor de estômago ou sensação de enjôo?

Pode, mas em casos raríssimos e específicos, quando a pessoa apresenta outros problemas estomacais e náuseas insuportáveis. Aí, o médico deve avaliar a situação. Mas, na maioria das vezes, o veredicto é agüentar firme e seguir em frente. Dor e náusea desaparecerão após o tratamento e, enquanto ele durar, o foco deve ser acabar com a bactéria por trás da infecção.

10. Pode o apetite ir para o espaço durante o tratamento com antibióticos?

Pode, porque alguns desses remédios agridem o estômago e outros, o fígado. Em ambos os casos, a conseqüência é uma só: enjôo. E, claro, por mais leve que ele seja, é capaz de arrasar com o apetite.

11. Pode dar diarréia?

Pode. É triste dizer, mas vários antibióticos têm esse efeito porque acabam com as bactérias benéficas que formam a flora intestinal. Sempre é bom conversar com o médico para esclarecer esse risco com a medicação que ele está prescrevendo.

12. Pode uma grávida tomar antibióticos?

Pode, mas com restrições. Alguns antibióticos são, de fato, contra-indicados para gestantes. Nenhuma grávida deveria tomar esse tipo de remédio sem conversar com o obstetra. Ele é o profissional apto a indicar o que está liberado nesses nove meses.

13. Pode tomar antibióticos com antiinflamatórios ou com antiácidos?

Não pode. Muita gente apela para os antiácidos a fim de driblar o mal-estar gástrico provocado pelo antibiótico, sem saber que, desse jeito, ele pode não ser absorvido direito. Já os antiinflamatórios não prejudicam o efeito do antibiótico em si, mas a união dos dois medicamentos representa uma bomba para o estômago. É dor na certa.

14. Pode engolir antibiótico em jejum?

Pode. Aliás, alguns desses medicamentos até devem ser tomados de estômago completamente vazio para otimizar o efeito. Peça orientação ao seu médico.

15. Pode tomar antibiótico junto com a refeição?

Não pode. Alguns alimentos interferem na absorção do remédio. Converse com seu médico e, para evitar maiores riscos, prefira outro horário para tomar o medicamento.

16. Pode tomar antibiótico com leite para que o remédio não cause dor de estômago?

Não pode. O leite não aliviará em nada os sintomas no estômago, sem contar que prejudica o aproveitamento de certos antibióticos. Na dúvida, converse com o médico.

17. Pode alguém que está se tratando com antibiótico tomar álcool?

Não pode. O álcool induz um aumento da diurese e, como o antibiótico é eliminado pela urina, isso acelelaria sua passagem pelo organismo, por assim dizer. Ou seja, em tese, a dose do remédio poderia ir embora com o xixi antes de cumprir sua missão no corpo. Sem contar que a associação da bebida com alguns antimicrobianos – como as sulfonamidas– pode levar a graves efeitos colaterais, como dores de cabeça muito fortes, falta de ar, náuseas, queda da pressão arterial, fraqueza, vertigens, confusão mental e até desmaio. Quem vai querer arriscar uns goles depois de ler uma lista dessas?

18. Pode tomar a dose do remédio com mais de uma hora de atraso?

Pode e deve. O ideal seria você ser pontual sempre. O intervalo entre as doses de antibiótico é calculado para que o medicamento se mantenha em uma concentração mínima para fazer efeito na circulação sangüínea. Se você perde a hora, como o remédio é eliminado aos poucos pelos rins, é provável que essa concentração fique aquém do desejável. E é melhor corrigir a falha depressa, isto é, engolir a dose com atraso.

19. Pode tomar uma segunda dose no horário programado inicialmente, se a dose anterior foi consumida com atraso?

Não pode. Porque desse jeito, na melhor das intenções, você irá bagunçar a situação de vez. O certo é recomeçar a contagem do tempo, considerando o intervalo estipulado pelo médico ou pela bula, a partir do horário em que engoliu a dose em atraso. Exemplo: era para tomar o remédio ao meio-dia e, depois, às 8 da noite? Então, se por um esquecimento você só tomou o antibiótico às 13 horas, marque a dose seguinte para as 21 horas, alterando toda a programação dali em diante.

20. Pode confiar em antibióticos genéricos?

Pode, porque esses medicamentos são fabricados com os mesmos princípios ativos e as mesmas dosagens de componentes dos antibióticos de marca. E recebem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, garantindo que são iguais à versão original.

21. Pode estragar os dentes?

Pode. Alguns antibióticos, como os do grupo das tetraciclinas, deixam manchas marrons no sorriso de crianças. Elas são permanentes e parecem estar mais relacionadas a doses elevadas consumidas em um curto espaço de tempo do que à utilização do remédio por períodos prolongados, como antes se pensava. O risco de manchar a dentição é maior quando o medicamento é usado em crianças menores de 6 meses, embora continue existindo até por volta dos 5 anos. Explica-se: até essa idade, mais ou menos, os dentes permanentes estão sendo calcificados. Aí, quando o pior acontece, já nascem manchados.É bom avisar ainda que, quando a mulher consome certos antibióticos durante a gestação, o remédio pode tingir de marrom os dentes da criança.

22. Pode a pessoa ficar mais sujeita a doenças, se ela tem mania de tomar antibiótico sempre?

Pode. Nosso organismo é naturalmente colonizado por um grande número bactérias, que constituem a chamada flora normal. Elas se encontram na pele, na cavidade oral, nos genitais, no nariz, nas fezes…Nem todas são boas, só porque vivem conosco. Nada disso. O que se pode dizer, isso sim, é que, boas ou más, todas vivem sob controle. Até que você resolve tomar antibiótico a todo instante, por exemplo. Aí, os exemplares mais fracos morrem e os mais resistentes, causadores de encrenca, ganham espaço e condições, ao pé da letra, para crescer. Quando crescem demais, você já sabe o final da história: você adoece.

23. Pode deixar de tomar antibiótico, se foi o dentista que o indicou?

Não pode! O profissional de odontologia participou de muitas aulas de microbiologia e de farmacologia nos tempos de faculdade e, na prática clínica, atende pacientes com doenças infecciosas da boca. Portanto, tem formação adequadíssima para prescrever antibióticos e suas recomendações devem ser cuidadosamente seguidas.

24. Pode uma pessoa cardíaca precisar de antibiótico mesmo sem ter uma infecção?

Pode, especialmente se ela apresenta problemas nas válvulas cardíacas. No caso, o médico ou o dentista costuma prescrever antibióticos sempre que o paciente está prestes a se submeter a um procedimento cirúrgico ou odontológico. O objetivo é evitar que bactérias da boca migrem para o coração, já que esses indivíduos são mais suscetíveis a infecções no músculo cardíaco. Alguns dentistas, por segurança, optam por prescrever antibióticos a todo paciente que vai passar por uma cirurgia dentária.

25. Pode interromper o uso do antibiótico se os sintomas desapareceram há mais de 24 horas?

Não pode de jeito algum. O antibiótico deve ser mantido pelo tempo de tratamento estipulado pelo especialista. A interrupção precoce pode provocar recaídas com um quadro clínico pior do que o inicial.

FONTE: Revista Saúde

Enxaguante bucal com carboidratos melhora desempenho em exercícios


Cientistas que estudam exercícios dizem ter topado com uma descoberta impressionante. Atletas podem aprimorar seu desempenho em sessões intensas de exercícios em cerca de uma hora, simplesmente enxaguando a boca com uma solução de carboidratos. Nem mesmo precisam engolir.

Contudo, devem ser usados carboidratos de verdade; os cientistas usaram uma solução de água e um derivado de amido sem sabor, chamado maltodextrina. Adoçantes artificiais não surtem efeito.

E os cientistas acreditam ter descoberto como isso funciona. Parece que o cérebro consegue sentir carboidratos na boca, mesmo aqueles sem sabor. Os sensores são diferentes daqueles para o doce, e estimulam o cérebro a responder, incitando o atleta.

Muitos atletas dependem de bebidas açucaradas para mantê-los em movimento. Porém, muitas vezes, quando o sangue é desviado do estômago para os músculos trabalhando durante exercícios intensos, bebidas ou alimentos causam cãibras estomacais. Assim, um enxaguante de carboidratos pode ser uma forma de obter o mesmo efeito.

“Você pode obter vantagem ao enganar seu cérebro”, disse um descobridor do efeito, Matt Bridge, professor de ciência de treinamento e esportes na Universidade de Birmingham, na Inglaterra. “Seu cérebro diz ao corpo: ‘Carboidratos estão a caminho'”. Com essa mensagem, músculos e nervos se preparam para trabalhar com mais força e por mais tempo.

É um efeito relativamente pequeno, afirmou George A. Brooks, pesquisador de exercícios da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que não estava envolvido na pesquisa. Mas uma pequena diferença, segundo ele, “pode fazer uma enorme diferença numa competição”.

A descoberta teve início com algumas revelações intrigantes, na década de 1990.

Até então, cientistas do exercício pensavam saber por que era indicado comer ou beber carboidratos durante um evento de longa duração, como uma maratona. Os músculos podem usar seu glicogênio, a forma de armazenamento da glicose, durante sessões longas de exercícios. Porém, se os atletas consomem carboidratos, eles podem proporcionar uma nova fonte de combustível para seus músculos famintos.

Essa teoria previa que os carboidratos não surtiriam efeito de desempenho em corridas mais curtas, de uma hora ou menos. Os músculos não conseguiriam esgotar seu glicogênio tão rápido, e quando o corpo metabolizasse os carboidratos pelo combustível, a corrida já estaria quase terminada.

Apareceram, então, um punhado de estudos mostrando que os carboidratos davam resultado em sessões mais curtas de exercícios. Atletas, muitas vezes ciclistas treinados, pedalavam com mais força e velocidade por uma hora após tomarem ou uma bebida contendo carboidratos, ou uma que tinha o mesmo sabor mas continha um adoçante artificial.

Em sessões intensas de exercícios durando mais de meia hora, os atletas eram capazes de atingir maiores velocidades ou manter o exercício por mais tempo quando haviam bebido a solução com carboidratos. Seu desempenho melhorava até 14%.

Alguns estudos, porém, não encontraram nenhum efeito. E a diferença parecia ser que os atletas com fome demonstravam um desempenho aprimorado.

Isso não fazia sentido. Poderia o corpo, de alguma forma, metabolizar os carboidratos nas bebidas e colocá-los em uso em tão pouco tempo? Será que os músculos chegavam a precisar de carboidratos em sessões tão curtas de exercícios?

Asker Jeukendrup, fisiologista de exercícios da Universidade de Birmingham, e colegas, resolveram testar essa ideia. Eles estavam entre os primeiros pesquisadores a descobrir um efeito de carboidratos em ciclistas pedalando por uma hora, e haviam ficado intrigados a respeito do motivo para isso acontecer.

Assim, eles deram a ciclistas profissionais infusões intravenosas de glicose ou, como grupo de controle, intravenosas de água com sal, antes de pedir-lhes que pedalassem o mais rápido que pudessem por aproximadamente 24 milhas -ou 38 km-, cerca de uma hora. A glicose intravenosa significava que os atletas tinham grandes quantidades de açúcar disponível instantaneamente sem a necessidade de digestão. Mas isso não teve efeito em seu desempenho

Em seguida, tentaram o que parecia ser uma ideia louca. Eles pediram que os ciclistas fizessem o mesmo percurso, mas que antes enxaguassem a boca com a solução de maltodextrina (ou, como controle, com água).

“Os resultados foram incríveis”, escreveram os pesquisadores. Enxaguar a boca com carboidratos surtia o mesmo efeito que bebê-los.

Outros cientistas repetiram o experimento. Um grupo usou corredores, pedindo que corressem por 30 minutos ou, em outro estudo, 60 minutos. Enxaguar a boca com carboidratos os levava consistentemente a correr mais longe, em comparação com o grupo do placebo.

Jeukendrup e seus colegas continuaram ajustando as condições do estudo. O que aconteceria, eles perguntaram, se os atletas comessem um desjejum antes de enxaguar a boca com carboidratos, ou de beber uma solução de carboidratos? Assim, descobriram que os carboidratos não surtiam efeito nenhum.

Enquanto isso, neurocientistas descobriram que cérebros de roedores, pelo menos, respondiam a carboidratos em suas bocas independentemente de sua resposta ao doce. São os carboidratos que importam, e por isso os adoçantes artificiais não estimulam esses caminhos que levam da boca ao cérebro.

Em seguida, Bridge e seus colegas de Birmingham usaram imagens funcionais de ressonância magnética para determinar se a glicose, que tem o sabor doce, teria o mesmo efeito no cérebro que a maltodextrina, de carboidratos sem sabor. Eles também testaram adoçantes artificiais para comparar. Os resultados de exames do cérebro confirmaram os resultados do estudo de exercícios: carboidratos ativam áreas do cérebro envolvidas com recompensas e atividade muscular. Os adoçantes artificiais, não.

E o enxágue é válido para a maioria dos atletas? Scott J. Montain, pesquisador de exercícios do Instituto de Pesquisa em Medicina Ambiental do Exército dos EUA, acha que não. Ele diz que o efeito é real, mas acrescentou que “competidores de resistência se sairão melhor simplesmente consumindo as calorias”. Dessa forma eles obtêm o combustível de verdade, em vez de “bochechar e dispensar um cuspe caro e pegajoso”.

Jeukendrup e Bridge, porém, dizem usar eles mesmos o truque do enxaguante bucal.

“Você percebe um benefício”, disse Bridge. Mas ele aponta que, num estudo, os atletas não sabem se estão recebendo carboidratos ou não. “Quando você sabe que o está tomando”, explicou, “então há uma chance de ocorrer o efeito placebo”.

FONTE: Folha

O sistema mastigatório deve freqüentar academia


Dente bem cuidado não envelhece; estando amarelado e escuro denota velhice ou maus tratos.

Conceitualmente longevidade significa vida longa, dilatada, e o significado está sempre relacionado à expectativa de duração de vida, expressa por um complexo de influentes fatores.

Com a evolução da ciência e do conhecimento, a longevidade com qualidade de vida é um fato comprovado. Além da conquista de uma vida mais longa, cada vez fica mais difícil identificar a idade cronológica de muitas pessoas.

A indústria da fabricação de produtos utilizados para conservação da pele e dos cabelos cria uma incrível variedade de cremes rejuvenescedores, anti-rugas e removedores de manchas.

A cirurgia plástica e a ciência dermatológica desenvolveram técnicas eficazes que, atenuando os sinais dos tempos de forma natural, conferem à face uma fisionomia mais jovem, atuando na área dos olhos, eliminando olheiras e bolsas nas pálpebras, situações que denotam envelhecimento.

Dentre todo esse universo da estética aliada à qualidade de vida, um fator que influencia a longevidade, mas que, infelizmente, ainda é pouco lembrado, está na parte inferior da face: a boca com seus músculos, ossos e dentes.

CORPO SEM BOCA

O modo de se pensar um corpo sem boca, não dando a ela a devida atenção, tem permitido observar corpos jovens, rostos sem rugas, mas exibindo falas cuspidas, a lançar saliva, ostentando barulho ao mastigar, além de dentes amarelos, que são cruéis indicadores de idade, a mostrar que o tempo passou e a idade chegou. Pessoas, enfim, com o corpo jovem e o sorriso envelhecido.

Quanto aos dentes, não só o escurecimento, mas também as restaurações dentárias insatisfatórias, ou as próteses mal adaptadas, os dentes desalinhados, as gengivas doentes, entre outros tantos desvios, reúnem-se para formar uma aparência descuidada e decadente.

E o pior é que, à medida que a idade avança, fase em que o aproveitamento dos alimentos é de fundamental importância, os músculos faciais, por falta de treino, não conseguem uma adequada eficiência mastigatória, competente para triturar e bem preparar os alimentos a serem digeridos.

Bem por isso é que os órgãos que compõem o sistema estomatognático, até recentemente chamado sistema mastigatório, devem freqüentar academia, realizar um verdadeiro fitness, conferindo aptidão, bom estado e funcionamento equilibrado.

O trabalho e o bom funcionamento dos músculos e dos dentes são requisitos para se manter o visual jovem. Para tanto, é necessário que os dentes estejam preservados em sua forma, saudavelmente alojados no osso, bem relacionados entre si e circundados por gengivas sadias.

De fato, os dentes terão eterna juventude, valendo lembrar que, se forem bem cuidados, manter-se-ão bonitos e brilhantes por toda a vida.

Dentes escurecidos ou mal cuidados dão aparência envelhecida às pessoas e o clareamento dentário é um caminho para revigorá-los. Obtém-se significativa eficiência mastigatória, exercitando-se os músculos da mastigação, com o funcionamento equilibrado da boca, na atividade de mastigar, dos dois lados, alimentos secos, duros e fibrosos.

DENTES: APARELHOS ERGOMÉTRICOS

Vamos a um parêntese elucidativo: eficiência mastigatória é o grau de trituração a que é submetido o alimento por um número determinado de golpes mastigatórios, que é o número de contatos interdentários produzidos durante a mastigação habitual e que geram a força mastigatória. Como exemplo, se tomarmos três tipos de alimento: um, de consistência mole e frágil, como o amendoim; outro, mais duro, porém fragmentável, como o coco e, finalmente, uvas passas, alimento seco, mas resistente e fibroso, a média das forças medidas nos dentes da região posterior ou do fundo da boca é de aproximadamente 3,7 kg para o amendoim, de 4,1 kg para o coco e de 4,9 kg para as uvas passas, significando que o alimento seco e fibroso é capaz de aumentar proporcionalmente a força mastigatória.

Quando o ato mastigatório é bilateral, simultâneo ou alternado, ou seja, quando o alimento é distribuído homogeneamente nos dentes, tanto do lado direito como do esquerdo, apresenta-se uma dissipação uniforme das forças mastigatórias, facilitando a estabilidade da engrenagem dos dentes e da atividade dos músculos faciais, porque é bilateralmente sincrônica.

Pessoas que mastigam habitualmente alimentos de consistência dura ou fibrosa apresentam valores bem maiores de força mastigatória. Os esquimós, que pertencem a um grupo étnico muito estudado com relação à mastigação, exibem expressiva força mastigatória na região de molares, ou nos dentes do fundo, de cerca de 150 kg, enquanto que a força mastigatória dos norte-americanos nessa mesma região dentária fica ao redor de 70 kg.

Resumindo, a mastigação é um processo complexo, altamente dinâmico, que exige muito em termos de coordenação e treinamento do sistema neuro-muscular.

Assim, é recomendável o treinamento dos músculos faciais através da mastigação, realizando um verdadeiro fitness bucal, uma autêntica sessão de musculação, mantendo a musculatura firme e ágil para acionar os dentes, preciosas ferramentas para preparação dos alimentos na primeira etapa do processo digestivo.

Nesse processo, mastigar torna-se um eficiente mecanismo de liberação de tensão: acalma e relaxa. Nessa mesma direção, manter os dentes claros e em boa forma, gengivas sadias e musculatura forte e vigorosa são procedimentos rejuvenescedores. Trata-se de um diferencial importante e fundamental: a juventude do sorriso confunde-se com a da pessoa.

FONTE: Odontologika

Por que doce depois de escovar os dentes tem gosto ruim?


Nós podemos facilmente identifcar os sabores que combinam muito bem. A combinação de chocolate com amêndoas chega a dar água na boca, assim como sorvete com morangos. Mas se você já tomou um pouco de suco de laranja depois de escovar os dentes lembra que o sabor a seguir é o pior gosto que já experimentou.

Enquanto o sabor de hortelã da pasta de dente é muito bom, e o suco de laranja tem um delicioso doce sabor cítrico, a combinação do dois produz uma mistura que é horrorosa. Mas por quê?

Atualmente os cientistas sabem que o paladar deriva de uma combinação entre as moléculas dos alimentos e os receptores existentes na língua. Moléculas de um certo formato irão interagir com receptores que são moldados para encaixar nelas. Mas os receptores podem ser manipulados, o que pode ser a melhor explicação para o terrível gosto da mistura de creme dental e suco de laranja.

O provável culpado desta desagradável reação é um agente que produz a espuma e que está presente em todas as marcas de creme dental.  Lauril sulfato de sódio, vulgo LSS, um composto presente em todas as pastas de dentes.

Esse detergente, responsável pela limpeza e espuma durante a escovação, é acusado de atordoar as papilas gustativas (presentes em toda a língua), impedindo temporariamente as substâncias que causam a sensação doce de interagir com os receptores de gosto. Ou seja, a língua recém-escovada que provar do suposto quindim vai sentir só o que ele tiver de amargo, azedo e salgado. É um sabor incompleto, falsamente diet, porque o açúcar está ali, só não é sentido.

Além disso, por ser um detergente, o LSS também dissolveria os fosfolipídeos, responsáveis por conduzir o impulso nervoso das sensações – no caso, a de gosto.

Em defesa do LSS, pode-se dizer que o tempo de contato da substância com nossas papilas gustativas durante a escovação é muito curto, sua concentração é pequena e os receptores gustativos da língua estão constantemente se renovando.

Não há estudos que provem definitivamente que o LSS tem mesmo esse efeito de ‘apagar o doce’. Na pasta de dentes há outras substâncias, como os aromatizantes, que também atordoam os receptores de gosto.

FONTE: Super Interessante

O que causa o mau hálito matinal?


1. A mucosa da boca se descama o tempo inteiro. As células mortas se acumulam sobre a língua, misturando-se a restos de alimento, sangue proveniente de problemas gengivais e bactérias. Tudo isso forma uma camada branca que se adere na língua. É a saburra.

2. Durante a noite, a produção de saliva praticamente cessa, deixando as bactérias mais livres para agir. Elas decompõem a saburra, dando origem a substâncias voláteis, sobretudo os sulfidretos — derivados do enxofre que têm um cheiro horrível.

3. O bafo também é conseqüência do jejum prolongado. Depois de horas sem alimento, há uma queda dos níveis de açúcar no sangue e esse fenômeno libera outros gases malcheirosos, que são carregados pela corrente sangüínea até os pulmões. E aí basta abrirmos a boca para exalarmos o mau cheiro.

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Escovas de Lego


Uma idéia particularmente muito creativa. Alguém fez com peças de Lego duas escovas de dentes, uma azul e outra amarela.

Quando juntam as duas escovas, aparece uma ZEBRA!

Bem, cada vez mais me surpreendo com quantas coisas que podemos criar com Lego!! Quanta imaginação!!

Você já criou alguma coisa com lego? Eu não..

Por Drª Vivian Bernhard
Especialista em Periodontia & Implantodontia
Habilitação em Laser na Odontologia.
Graduação em Odontologia