Autoexame bucal


O autoexame bucal é um exame simples e eficaz na identificação de alterações bucais e na prevenção do câncer bucal.

Pode e deve ser realizado por qualquer pessoa, principalmente em homens e mulheres acima dos 40 anos fumantes e que fazem uso de bebida alcoólica.

COMO DEVO FAZER E O QUE DEVO PROCURAR?

– Lave as mãos e faça uma boa higienização da boca

– Remova próteses e dentaduras se for o caso.

A técnica do autoexame bucal consiste em inspeção visual e palpação, devendo ser realizada em frente ao espelho com boa iluminação. Para facilitar a memorização das estruturas da boca a serem examinadas no autoexame bucal, foi criada a sigla:

BLLAP (Bochecha, Lábios, Língua, Assoalho bucal e Palato).

No auto-exame bucal também é importante observar áreas doloridas, dentes quebrados e próteses mal adaptadas que podem machucar a mucosa.

LEMBRE-SE: Nem toda alteração encontrada no autoexame bucal é CÂNCER, no entanto, qualquer alteração encontrada após o autoexame bucal deve ser examinada por um dentista ou em um ambulatório de Estomatologia

FONTE: Unifesp

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Chances de cura são de 60% se doença for descoberta no início


As chances de cura do câncer bucal, se diagnosticado precocemente, são de 60% em média, e em situações em que a doença é descoberta em estado já adiantado, de 30%. A estimativa derruba o estigma de que câncer significa sentença de morte.

95% dos tumores malignos encontrados na cavidade oral são do tipo Carcinoma Espino Celular (CEC), que a exemplo de outras neoplasias apresenta o risco de tornar a se manifestar na mesma área, ou em outras parte dos corpo, causando então a chamada metástase. Entretanto, conforme afirma o médico, atualmente os pacientes são amparados por uma medicina moderna, que associada a outros fatores como redução dos fatores de risco, e o diagnóstico precoce, podem sim se curar.

A sobrevida do paciente que descobre a doença logo no seu início é de cinco anos. Mas o que significa ter sobrevida? O oncologista clínico especifica que tempo de sobrevida é o período em que o tumor pode ou não voltar, e que daí então o paciente é mesmo classificado como curado.

Numa incidência quatro vezes mais freqüentes nos homens devido sua associação com o tabagismo e o alcoolismo, o câncer de boca também se manifesta, proporcionalmente, vinte vezes mais entre os que bebem e ou fumam. Ou seja, quem leva uma vida mais saudável, corre risco vinte vezes menos em desenvolver a doença. Outro dado apresentado pelo médico é que 90% dos pacientes desse tipo de câncer, independente do sexo, bebem e fumam.

Porém, embora não se comente muito a respeito, mascar tabaco também aumenta as chances de se contrair câncer de boca. E até mesmo uma nova mania, aparentemente inofensiva, oferece um grande risco: o narguilé (uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar). Isso porque a fumaça tem dez vezes mais substâncias tóxicas e cancerígenas que o próprio cigarro.

COMO TRATAR

Embora normalmente o dentista seja o profissional que primeiro sinaliza a possibilidade da existência da doença, o câncer de boca pode se manifestar de várias formas, como por meio de caroço no pescoço, rouquidão persistente, dificuldades em engolir e úlceras na cavidade oral que demoram a cicatrizar.

Todo tratamento de câncer requer apoio de uma equipe multidisciplinar, e o específico de boca envolve o oncologista clínico, o radioterapeuta, cirurgião de cabeça e pescoço, e ainda o acompanhamento de dentista, psicólogo, nutricionista e até fonoaudiólogo.

Mas apesar dessa aparente complexidade sugerida pelo tamanho da equipe médica, não são todos os tratamentos que exigem cirurgia, radioterapia e quimioterapia ao mesmo tempo. Em algumas situações o paciente é submetido apenas a um dos procedimentos.

Porém, para que o tratamento obtenha o sucesso esperado, o oncologista clínico reforça que em primeiro lugar as pessoas devem procurar ajuda médica tão logo perceba alguma modificação no seu corpo. E isso, vale para todos os tipos de neoplasias.

É preciso acabar com o estigma que cerca a doença, que há algumas décadas não tinha sequer o nome citado pelas pessoas, e afirma que câncer não é mais uma sentença de morte. O estigma é o pior inimigo do paciente, que muitas vezes por medo não quer nem saber o diagnóstico e perde a chance de sobreviver. A resistência em procurar o médico ocorre em todas as faixas etárias, porém, em menor número nas classes mais elevadas, que por conhecimento e informação sabem que quanto mais cedo buscar ajuda, maior será a chance de se curar. Também fazem parte do tratamento a força de vontade do paciente em superar a doença e o apoio da família.

FONTE: Cruzeiro do Sul

Grupo busca alternativas de tratamento para tipo comum do câncer de boca


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil terá, apenas neste ano, 14.120 novos casos de câncer de boca, que afeta lábios e o interior da cavidade oral. Homens com mais de quarenta anos que bebem e fumam e tenham dentes fraturados ou usem próteses mal ajustadas correm mais risco de desenvolver a doença. Tratar o câncer buscando interferir positivamente na expectativa de vida do paciente é a função do Grupo de Pesquisa em Câncer de Boca, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, do qual faz parte o professor Fábio Daumas Nunes, coordenador da Liga de Neoplasias Bucais.

O professor explica que há vários tipos de câncer de boca. O mais comum é o carcinoma epidermóide, que ocorre em 95% dos casos. Geralmente aparece como uma ferida ou uma lesão branca (um aumento da espessura da mucosa, que sofre queratinização e, devido à saliva, fica com a cor branca). Daumas alerta para a necessidade de se procurar um estomatologista, dentista especialista no diagnóstico de doenças de boca, assim que surgir a ferida, mesmo que não doa ou não provoque perda de sensibilidade. Ao fazer o diagnóstico, o dentista encaminha o paciente para um médico cirurgião de cabeça e pescoço, responsável por conduzir o tratamento.

O grupo de pesquisa em câncer de boca foca seus estudos justamente no carcinoma epidermóide. A despeito dos avanços em pesquisa e tratamento, muitas lesões quando são tratadas já estão grandes e, em diversos casos, existe uma dificuldade em melhorar a expectativa de vida do paciente. O grupo, formado por dentistas, biólogos, médicos e outros profissionais, além de estudantes de graduação, pós e doutorado, reúne o saber das diversas áreas para oferecer  melhores respostas e possibilidades diferentes de tratamento. O trabalho de Daumas é realizado no laboratório, onde, através do estudo molecular e da expressão do DNA e do RNA, procura marcadores para a rotina do diagnóstico. Marcadores seriam proteínas e moléculas que, em determinadas condições, indicam se há chance de desenvolver certa lesão e qual sua possível evolução, entre outras observações. Com isso, é possível descobrir o tratamento mais eficaz para cada paciente.

Ação

Enquanto o grupo pesquisa a teoria, na Liga de Neoplasias Bucais, coordenada por Fábio Daumas, os alunos de odontologia tratam pacientes com casos de câncer de boca, tentando diminuir as sequelas do tratamento. O professor dá um exemplo de sequelas que poderiam ser previstas ou evitadas com o trabalho do grupo. Se o paciente tiver a boca em mau estado, com dentes mal conservados, próteses mal adaptadas, cáries grandes ou em excesso, pode, após a radioterapia, ter osteoradionecrose. Trata-se de uma infecção que o osso sofre mais intensamente devido à radioterapia. Daumas explica que há muita dor e pode ocorrer perda do osso. A Liga trata pacientes nesta situação e se as condições forem muitos ruins, os dentes são arrancados e é feito o transplante. O professor destaca que os alunos não somente atendem, como têm um vínculo forte com a teoria. Ele conta que há projetos de incluir pesquisa na Liga. Para Daumas, o aluno tem “que pensar na doença do ponto de vista do paciente e do entendimento profissional, com embasamento científico que é importante para saber atuar”. A certeza que deve ter para dar o melhor diagnóstico vem, segundo ele, da pesquisa.

FONTE: USP

Câncer de boca pode matar mais de seis mil brasileiros em 2010


Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, só em 2010 no Brasil, mais de 14 mil pessoas terão câncer de boca, sendo mais de 10 mil homens e quase 4 mil mulheres. Baseada nesses números é importante alertar que a doença poderá matar, no mesmo período, cerca 6 mil brasileiros.

Tendo como principais fatores de risco o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, a enfermidade afeta lábios e o interior da cavidade bucal. E, de acordo com os especialistas, cuidados simples podem fazer grande diferença na prevenção. É essencial que as pessoas adotem cuidados simples como, por exemplo, proteger os lábios da exposição solar com protetores labiais, usar chapéus de aba longa quando estão na praia e sempre visitar seu dentista”, destaca a especialista. O tabagismo, incluindo o uso de cachimbos, e o alcoolismo devem ser abolidos e a ingestão de uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes deve se tornar um hábito frequente.

Outro cuidado importante é prestar atenção a qualquer alteração e, se for o caso, consultar um médico antes do agravamento do problema. Muitas vezes, as pessoas negligenciam a ferida e esperam que ela cure naturalmente. Homens e mulheres que perceberem alguma ferida que não cicatriza, de cor esbranquiçada ou avermelhada, inchaços, mau hálito, sangramento sem causa conhecida, dor na garganta que não passa, dificuldades de fala e de mastigação precisam procurar um médico imediatamente. O câncer de boca tem cura, e o quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores serão as chances dos pacientes. Cerca de 80% dos casos descobertos no estágio inicial da doença são curáveis.

O tratamento é feito através de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Mas, dependendo da situação, os três métodos podem ser utilizados ao mesmo tempo. A melhor arma ainda é a prevenção. Uma boa higiene bucal, bons hábitos alimentares, evitar fumo e álcool ajuda muito a evitar o problema. E não esquecer nunca de ir ao dentista quando surgirem anomalias de qualquer tipo na boca.

AUTO EXAME

FONTE: SIS Saúde

Equipamento detecta câncer de boca em 10 minutos


Diagnosticar precocemente o câncer de boca aumenta em 30% a chance de sobrevivência do paciente, de acordo com dados do site da revista Popular Science. Pesquisadores da Rice University, nos Estados Unidos, estão tentando contribuir com esse diagnóstico. Segundo testes preliminares, a eficiência do biochip em detectar lesões cancerosas e não-cancerosas é de 93%. Eles trabalham em um chip que detectará lesões malignas em menos tempo e com maior facilidade.

São Paulo – Uma simples amostra é coletada com uma pequena escova na boca e, em 10 minutos, o paciente pode saber se lesões suspeitas são ou não câncer. Esse novo teste para diagnosticar tumores na cavidade oral usa a nanotecnologia para fazer caber as funções de um laboratório em um bio-chip do tamanho de um cartão de crédito. O atual procedimento para exames envolve uma biópsia que deve ser feita em laboratório.

No sistema, desenvolvido por pesquisadores das Universidade de Sheffield e Rice, a amostra é colocada nos circuitos e as células do paciente passam por canais de microfluidos do tamanho de pequenas veiais. Lá dentro, elas entram em contato com bio-marcadores, produtos que reagem somente a um tipo específico de célula doente. A máquina usa então dois LEDs para iluminar o material, e as células saudáveis e doentes podem ser diferenciadas pela maneira como respondem à luz depois de receber o produto.

A ideia é que a máquina possa ser usada em consultórios de dentistas, por exemplo, o que aumentaria a rapidez de diagnósticos e, consequentemente, as chances de sobrevivência do paciente. O projeto foi desenvolvido a partir de uma doação de R$2 milhões do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

O dispositivo vai ser testado novamente, agora em um processo mais amplo, envolvendo 500 pacientes em Houston e San Antonio – cidades do Texas, onde fica a Rice University – e na Inglaterra. Se os testes ratificarem a eficácia do aparelho, os cientistas pretendem enviar de dois a quatro anos, em um pedido de aprovação do FDA – órgão governamental dos EUA, que faz o controle dos equipamentos médicos e admite sua comercialização.

FONTE: Portal Exame e Revista Galileu