Desafio de acabar com as cáries


Estudo mostra que quase 90% dos brasileiros têm o problema, diretamente ligado à falta de higiene, e que nada menos que 2,5 milhões de adolescentes nunca foram ao dentista. Média de dentes cariados na faixa etária é de 6,2

Rio – Mais de 2,5 milhões de adolescentes nunca foram ao dentista. O número representa 13% da população desse grupo. Não para por aí: a média de dentes cariados em adolescentes é de 6,2. Os dados foram revelados no Levantamento das Condições de Saúde Bucal da População Brasileira, do Ministério da Saúde.

O estudo será debatido no Congresso Anual Mundial da Federação Dentária Internacional (FDI), que começou ontem e acontece até domingo em Salvador. Prevenção e controle da cárie são os principais assuntos a serem discutidos entre os especialistas.

“Apesar dos progressos feitos em prevenção e tratamento, a cárie ainda se constitui em uma epidemia negligenciada em muitos países”, afirma o presidente da FDI, Roberto Vianna.

O levantamento também destacou que 88% dos brasileiros têm cáries. Entre as crianças na faixa de 18 a 36 meses, 38% têm pelo menos um dente cariado. O índice quase dobra em relação às crianças de 5 anos — 60% têm o problema. Além disso, a média de dentes permanentes cariados é de 2,8 nas crianças de 12 anos, 20,1 nos adultos e 27,8 nos idosos.

Para o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Newton Miranda de Carvalho, os números colocam a cárie como um problema de saúde pública.

“Erradicar as cáries é de extrema urgência para o bem-estar das populações e da própria sociedade”, acredita.
A cárie é uma doença infecto-contagiosa que pode resultar na destruição e perda dos dentes, caso não seja tratada. É provocada pela proliferação na boca de bactérias e outros fatores determinantes, como resíduos alimentares. Uma das formas mais eficazes de evitar é a prevenção.

“Hoje, as pessoas têm novos hábitos, se alimentam mais vezes ao dia. É imprescindível escovar e remover os resíduos dos dentes com frequência para prevenir a cárie e as doenças da gengiva”, afirma Carvalho. “É necessário utilizar o fio dental diariamente e procurar o dentista a cada seis meses ou sempre que detectar alguma alteração na boca”, orienta.

FONTE: O Dia

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