Idosos trocam dentadura por implante


Por segurança e estética, os idosos estão aposentando a velha dentadura e dando preferência a implantes e próteses fixas. Com uma vida social cada vez mais intensa, eles não querem correr o risco de passar por um constrangimento em público, como ver os dentes saltarem da boca durante uma boa gargalhada, por exemplo.

A mudança tem sido gradativa e constante, segundo o dentista e professor de implantologia Carlos Eduardo Francischone. De acordo com a experiência vivida em seu consultório particular e nas clínicas de graduação e pós-graduação da Universidade do Sagrado Coração (USC), ele afirma que a preferência pelo implante tende a ser cada vez maior. E aponta os motivos.

Segundo ele, os custos estão caindo. Nos últimos dez anos, a redução no valor de uma prótese sobre implante foi de aproximadamente 50%. A entrada no mercado de empresas nacionais como fornecedora de material ajudou muito nessa diminuição.

Com uma demanda maior de pacientes, o tratamento, consequentemente, ficou mais barato. E o preço cairá ainda mais caso os governos federal e estadual incluam o implante dentro do atendimento social oferecido gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o professor José Henrique Rubo, responsável pelo setor de triagem para tratamento odontológico da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP), o que determina a opção pela prótese são as condições financeira, anatômica e social do paciente.

Por ser uma alternativa mais dispendiosa, o implante é uma escolha mais fácil para quem pode pagar. Embora o serviço realizado pela FOB seja gratuito, os pacientes precisam pagar pelo material. Uma prótese fixa chega a custar R$ 1.000,00, enquanto uma dentadura sai por cerca de R$ 200,00.

A questão anatômica interfere porque, a princípio, qualquer pessoa pode fazer um implante, mas como ele tem de ser fixado no osso, a anatomia da mandíbula e da maxila, às vezes, não permite que isso seja feito. “Se a anatomia não favorece, é preciso que haja condições de colocar enchimento”, diz.

Segundo ele, os idosos que fazem implante são vaidosos, têm vida social intensa. São pessoas para as quais a questão estética pesa bastante. Rubo conta que a dentadura é quase imperceptível na boca, mas o que incomoda as pessoas é o fato da peça não estar presa.

Ele lembra o caso de uma senhora que realizou o sonho de pular de paraquedas e perdeu a dentadura durante o salto. O infortúnio foi captado por uma câmera e ganhou grande projeção na Internet.

“Ela realizou o desejo da vida dela, mas quando pousou não pôde tirar foto para mostrar sua alegria. Essas coisas acontecem com as dentaduras. Então, muitos preferem a segurança de poder se apresentar sem o receio de que os dentes vão se soltar da boca”, explica o professor.

A função do implante é substituir a raiz do dente que foi perdido. Faz-se um furo no osso da mandíbula e da maxila e coloca-se o pino onde é conectada a coroa do dente. Daí vem o nome prótese sobre implante.

Na maioria das vezes, ele é feito com anestesia local e a cicatrização demora cerca de três meses. Outra técnica, chamada de carga imediata, é utilizada quando o paciente não pode esperar. A cirurgia e o implante são feitos no mesmo dia. Por causa do estresse e da dor provocados por essa técnica, ela é utilizada apenas em casos específicos.

Veja mais em: Jornal da Cidade de Bauru

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