Doença Periodontal & Parto Prematuro


INTRODUÇÃO

No corpo humano, cada órgão funciona de forma integrada ao outro para garantir uma vida plena e saudável. Assim, se uma parte apresentar algum problema, conseqüentemente poderá atingir outra, e é exatamente nesse ponto que a Medicina Periodontal vem ganhando espaço, tornando evidente que para se ter uma vida saudável é necessário também que a saúde bucal esteja a contento.

A relação entre as doenças periodontais e as doenças sistêmicas é um fato comprovado, e pode desencadear, em mulheres grávidas, a incidência de partos prematuros, cujo nome obstétrico correto é parto pré-termo (PT).

Novas evidências têm demonstrado um novo fator de risco a doença periodontal, mulheres grávidas com doença periodontal podem apresentar até sete vezes mais chance de ter filhos nascidos muito antes do tempo e muito pequenos.

Mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar como a doença periodontal pode afetar os resultados da gravidez. Parece que a doença periodontal aumenta os níveis de fluidos biológicos que induzem ao parto, podendo levar a prematuridade.

REVISÃO DE LITERATURA

O nascimento de crianças prematuras com baixo peso é uma das principais causas de mortalidade infantil. A prevenção quanto ao diagnóstico de fatores responsáveis para tal incidente é, sem dúvida, o melhor caminho para uma gestação saudável e tranquila para a futura mamãe.

É fato que razões como infecções, inflamações, hemorragias ou processos fisiológicos normais podem levar a um parto prematuro. A doença periodontal é um fator de risco como qualquer outra infecção e no momento que as substâncias inflamatórias vindas destas infecções penetram na corrente sanguínea, pode haver uma inflamação em diferentes áreas do corpo, comprometendo a saúde geral da pessoa.

A presença de células inflamatórias durante uma inflamação periodontal que elevam as concentrações de prostaglandinas, enzimas proteolíticas, e citoquinas pró-inflamatórias, podem funcionar como um importante risco para o parto prematro de criança com baixo peso.

Durante a gravidez há um desequilíbrio hormonal, que afeta muitos órgãos, inclusive o tecido gengival. Há também uma maior permeabilidade capilar gengival e consequentemente um maior fluxo de fluído gengival. Além disso, a composição bacteriana está modificada pelos níveis maiores de progesterona, favorecendo o aumento da Prevotella Intermedia.  A incidência e a severidade da vermelhidão, do edema, do sangramento e da exudação gengival aumentam do segundo ao oitavo mês de gestação, decrescendo em seguida.

A doença periodontal é iniciada e perpetuada por um pequeno grupo de bactérias predominantemente gram-negativas, anaeróbias ou microaerófilas, que colonizam a área subgengival que podem transformar-se em reservatórios crônicos de lipossacarídeos, tendo como alvo as membranas placentárias através da corrente sanguínea.

O sangramento gengival nunca deve ser considerado normal. As alterações hormonais deixam as grávidas mais susceptíveis às doenças da gengiva. O importante é a gestante, também em seu pré-natal, se prevenir na saúde bucal.

A atenção de um cirurgião dentista para com a gestante é de suma importância para diagnósticos de doenças da cavidade oral, porque o mesmo está apto a reconhecer e tratar a doença ou, se for nescessário, encaminhar a um especialista da área; no caso um cirurgião dentista especialista em periodontia.

CONCLUSÃO

A gravidez é, sem dúvida, um dos estágios da vida da mulher com capacidade de influenciar a sua saúde bucal. Além disso é um período em que os cuidados com a saúde materna e a educação da paciente têm um efeito profundo na sua saúde bucal e na de seu filho.

Por Drª Vivian Bernhard
Especialista em Periodontia & Implantodontia
Habilitação em Laser na Odontologia.
Graduação em Odontologia
REFERÊNCIAS

1. Ibraperio. Doenças Periodontais e seus efeitos no corpo humano. Disponível em: < http://www.ibraperio.com.br/periodontia/efeitos.htm >. Acesso em: 02 de agosto de 2010.

2. Nery C.F. Doenças periodontais aumentam risco de parto premature. Revista PerioNews 2008;2(2):94-9

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